O ex-ministro das finanças da Nigéria, a Drª. Ngozi Okonjo-Iweala, emergiu, após um processo de seleção de quatro meses, como a vencedora da posição altamente competitiva de Diretor-Geral da Organização Mundial do Comércio e foi proposta para se tornar o novo diretor-geral da OMC..

Okonjo-Iweala, 66 anos, foi a primeira mulher ministra das finanças e dos Negócios Estrangeiros do seu país, foi presidente da aliança de vacinas GAVI, enviada especial para a luta contra Covid-19 da Organização Mundial de Saúde e tem uma carreira de 25 anos como economista de desenvolvimento no Banco Mundial, incluindo o posto de Vice-Presidente.

Com uma ampla experiência em defender reformas é na nossa opinião a candidata que a OMC precisa agora e paralelamente a que vai colocar a nível mundial e dar visibilidade e procurar apoios á construção da área de livre comércio africana, que será a maior do mundo.

O porta-voz da OMC, Keith Rockwell, disse numa conferência de imprensa que um grupo importante de três embaixadores da OMC, a chamada “troika”, propôs Okonjo-Iweala como o novo chefe da organização sediada em Genebra numa reunião a portas fechadas, acrescentando que foi a candidata que “ tem as maiores hipóteses de obter o consenso dos membros”.

No entanto, “uma delegação não pôde apoiar a candidatura da Drª. Ngozi e disse que continuaria a apoiar o ministro sul-coreano Yoo. Essa delegação era a dos Estados Unidos da América”, disse Rockwell.

A “troika” integra os presidentes de três comitês importantes da OMC – o Conselho Geral (GC), o Órgão de Solução de Controvérsias (DSB) e o Órgão de Revisão de Políticas Comerciais (TPRB), os quais foram apresentando uma lista restrita após cada ronda de consultas aos membros da OMC até à terceira e última, que decorreu de 19 a 27 de outubro.

A administração americana tem vindo a descrever a OMC como “horrível” e “tendenciosa” em relação à China, e algumas nomeações para cargos importantes na organização já foram bloqueadas.

A OMC convocou uma reunião para 9 de novembro – após a eleição presidencial dos Estados Unidos – para discutir o assunto. A oposição dos Estados Unidos não significa que a Nigeriana – que conta com o apoio de África, EU e os países membros da ACP (Africa, Caraíbas e Pacifico)  –  não possa ser nomeada, mas Washington pode exercer uma influência considerável na decisão final.

O vazio de liderança foi criado depois que o presidente cessante da OMC, o Brasileiro Roberto Azevedo, ter deixado o cargo um ano antes do termo, no início de agosto. A OMC está atualmente a ser dirigida por quatro adjuntos.

A candidatura de Okonjo-Iweala será colocada para endosso numa reunião do Conselho Geral da OMC a 9 de novembro. Se nomeada, terá uma agenda cheia e decisões imediatas a tomar e isto, no epicentro da guerra comercial entre os EUA e a China.

pub

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite o seu comentário!
Por favor, digite aqui o seu nome


Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.