“O homem que vendeu a sua pele”, da tunisina Kaouther Ben Hania, cuja atriz Yahya Mahayni ganhou o prémio de Melhor Atriz no Festival de Veneza em 2021, e que estava na lista dos possíveis filmes a serem nomeados, foi agora confirmado como um dos cinco nomeados para a corrida ao Óscar na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.

É um momento de sonho tornado realidade para a diretora tunisina Kaouther Ben Hania, cujo filme “O homem que vendeu sua pele”, foi indicado é o primeiro filme tunisino com o potencial de vir a receber um Óscar.

“É um evento histórico, uma estreia para a Tunísia”, disse a diretora franco-tunisina de 43 anos. “É um sonho tornado realidade.”

Instando seu país do Norte da África a apoiar o cinema nacional, Ben Hania disse que o cinema e os cineastas de seu país receberão mais apoio após a nomeação do seu filme aos Óscares.

“O Homem que Vendeu Sua Pele”, estreou-se no Festival de Cinema de Veneza deste ano (2021) e ganhou o prémio de melhor atriz.

O filme tem como protagonistas a atriz italiana Monica Bellucci, a síria Yahya Mahyani e o belga Koen De Bouw.

Ben Hania, através do seu filme, conta a história de um refugiado sírio que quer chegar à Europa e para isso permite que suas costas sejam usadas por um tatuador.

Já em 2017, no Festival de Cannes, a sua longa-metragem, “A Bela e os Cães”, que fez parte da seleção oficial, descreve a história de uma tunisina que luta por justiça após ser violada, foi muito aplaudido pelo publico e a critica.

Mas a realizadora tunisina tem já outros palmarés:

“Un Certain Regard,” em 2017, ganhou o Prémio de Melhor Criação Sonora e foi distribuído em diversos países.

“Challat of Tunis”, a sua primeira longa-metragem, estreou-se no Festival de Cannes 2014 e teve uma ampla distribuição.

O seu segundo documentário “Zaineb odeia a neve “estreou-se no Festival de cinema de Locarno em 2016 e ganhou vários prémios.

“Imams go to School,” a seu primeiro documentário data de 2010.

Ela também dirigiu vários curtas, incluindo “Wooden Hand”, (2013) e “Sheikh’s watermelons” (2018), que teve uma longa e bem-sucedida corrida no circuito internacional de festivais.

Kaouther Ben Hania estudou cinema na Tunísia e depois em Paris, na Sorbonne.

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