Países africanos reagem ao aumento de preços.

Tal como Mercados Africanos, tem vindo a noticiar o continente africano está a ser afetado com a guerra na Ucrânia e vê os preços de alimentos de base a subir todos os dias.

 

Costa do Marfim anula taxas na importação do trigo

Assim na Costa do Marfim, uma das economias mais fortes da África Ocidental o governo anulou taxas alfandegárias sobre as importações de trigo.

A Costa do Marfim junta-se assim às múltiplas intervenções dos vários governos africanos para fazer face ao aumento dos preços dos alimentos.

Para além das restrições à exportação de produtos, os muitos estados africanos estão a dotar medidas para facilitar a importação de alimentos estratégicos e evitarem ou mitigarem contestações ou conflitos sociais.

Na Costa do Marfim, o executivo decidiu na quarta-feira, 30 de Março de 2022, em Conselho de Ministros, abolir os direitos aduaneiros aplicados às compras de trigo no mercado internacional.

Esta isenção deve ajudar a reduzir o impacto do aumento dos preços do trigo no preço da farinha de panificação no país, os quais já vinham sendo afetados há um ano pelo aumento dos preços dos cereais, o que se agravou pela convulsão do mercado com a guerra entre Rússia e Ucrânia, dois países que lhe fornecem 25% das suas importações.

De maneira mais geral, essa disposição faz parte da bateria de medidas anunciadas pelo governo em benefício da indústria de panificação de farinha para combater o alto custo de vida e preservar o poder de compra dos consumidores. Estes incluem a atribuição de apoio financeiro aos fabricantes de farinha de trigo para garantir um abastecimento regular ao mercado.

Soma-se a isso a criação de uma linha de garantia específica para o setor de panificação-confeitaria no âmbito do Fundo de Apoio às Pequenas e Médias Empresas (FSPME) e/ou a concessão de um envelope de 1 a 2 mil milhões de FCFA para apoiar o surgimento de novos operadores do setor.

 

Gabão reduz taxas alfandegarias para 23 produtos

Gabão foi outro dos países africanos a tomar medidas e reduz em 5% os direitos aduaneiros sobre 23 produtos alimentares importados, num esforço para conter o aumento do custo de vida, impactado pelo Covid-19 e agora com a guerra na Ucrânia.

“No âmbito da preservação do poder de compra das famílias, é instituída uma alíquota global reduzida de 5% para a importação dos chamados produtos de necessidade básica”, indica o artigo 5º da Lei da Finanças.

Entre os produtos abrangidos estão massas, conservas de peixe, arroz, leite, carne, peixe e aves, costeletas de porco, coxas e asas de frango, leite e natas, preparações para alimentação de crianças e concentrados duplos de tomate.

 

O que achas desta situação no continente africano? O teu país também está a ser afetado? Queremos saber a tua opinião, não hesites em comentar e se gostaste do artigo partilha e dá um “like/gosto”.

Imagem: © 2018 Anton Medvedev
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