A Bloomberg noticiou que a petrolífera francesa Total está a cancelar contratos com empreiteiros e fornecedores locais do projeto de gás natural no norte de Moçambique, deixando as empresas em dificuldades e indiciando que o projeto pode parar durante meses.

No entanto, o ministro dos Recursos Minerais e Energia de Moçambique ─ que falava após o segundo e último dia da sessão de perguntas ao Governo na Assembleia da República ─ disse hoje (22/04) que a petrolífera Total está “apenas” a cancelar contratos com “empresas subcontratadas” mas que “os contratos principais” do projeto de gás natural em Cabo Delgado, serão mantidos.

“Há várias empresas subcontratadas que estão a ser desmobilizadas, são, sobretudo, contratos de fácil ‘remobilização’, quando se decidir pela retoma”, sublinhou Max Tonela.

O ministro justificou o cancelamento dos contratos entre a Total e os fornecedores devido ao recente ataque armado à vila de Palma, a quase seis quilómetros da área do projeto de exploração de gás natural liderado pela Total em Cabo Delgado e à necessidade de reduzir custos resultantes da paralisação das obras de construção do empreendimento.

“O momento de paragem do projeto acarreta custos elevados para o projeto”, justificou-se, acrescentando que a retoma das atividades da Total vai depender do restabelecimento da segurança e enfatizou que tudo está a ser feito para a restauração da segurança na área dos projetos de gás natural.

“Sobre o projeto da Total em Afungi, podemos garantir que o Governo está a trabalhar para a restauração da segurança nas zonas afetadas pelos ataques terroristas em Cabo Delgado”, declarou Max Tonela.

O mais recente ataque foi a 24 de março contra a vila de Palma, provocando dezenas de mortos e feridos.

Recordamos que grupos armados atacam Cabo Delgado desde 2017, o que já provocou mais de 2.500 mortes e 714.000 deslocados, de acordo com o Governo moçambicano.

Pela redação

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