PALOP querem mais investimento chinês.

Os PALOP, mas também os restantes membros da CPLP, pediram mais investimentos chineses em apoio à recuperação económica. Foi essa a decisão tomada no fim da Reunião Extraordinária Ministerial do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, realizada a 10 de Abril de 2022.

Esta Reunião Extraordinária Ministerial, foi organizada pelo Ministério do Comércio da China e o Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa sediado em Macau.

No encontro organizado de forma híbrida, presencial e por vídeo, todos os PALOP estiveram representados a nível de Primeiro-Ministro, exceto Angola que se fez representar pelo Ministro de Estado para a Coordenação Económica.

Primeiro-Ministro de Portugal, Dr. António Costa, pelo Primeiro-Ministro de Timor-Leste, Dr. Taur Matan Ruak, pelo Vice-Presidente do Brasil, General Antônio Hamilton Martins Mourão,

O Ministro de Estado para a Coordenação Económica de Angola, Manuel Nunes Júnior, lembrou a importância do investimento chinês num país que está “a realizar importantes reformas democráticas e do Estado de Direito” e a desenvolver medidas económicas que passam, por exemplo, “por diminuir a dependências do petróleo”.

Por seu lado, o primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia da Silva, sustentou que:

“Num momento de contração económica mundial”, o “maior desafio” passa “por vencer a pandemia” e que os esforços conjuntos, no âmbito do Fórum de Macau, podem ser “uma oportunidade para atrair investimento privado”, nomeadamente na construção civil, com expressão nos números do emprego.

Nuno Gomes Nabiam, chefe do Governo guineense e o primeiro-ministro de Moçambique, Adriano Maleiane aproveitaram a ocasião para convidar os investidores a visitarem os seus países respetivos, agora que se “retoma agenda económica e diplomática, após anos de estagnação e letargia”.

Finalmente o primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe, Jorge Bom Jesus, sublinhou a importância do apoio, “desde logo de índole financeira”, na definição dos “eixos centrais” de atuação futura do Fórum de Macau”.

De realçar que o Brasil se fez representar pelo seu Vice-presidente, General António Hamilton Martins Mourão, ao passo que por Portugal e Timor-Leste participaram os primeiros-ministros respetivos, António Costa e Taur Matan Ruak.

O chefe do Governo de Macau, Ho Iat Seng, sublinhou que, após a reunião ministerial, estão criadas as condições para se fortalecer “a promoção da cooperação entre a China e os países de língua portuguesa na área da saúde, para a promoção conjunta da recuperação económica e para a elevação da coesão e da influência do Fórum de Macau”.

No final, os representantes dos países dos PALOP no Fórum de Macau, aprovaram uma resolução que permite a entrada da Guiné Equatorial, aliás, já membro da CPLP.

 

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Imagem: © 2022 Forum for Economic and Trade Co-operation Between China and Portuguese-speaking Countries (Macao)
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