Paludismo: Investigadores ugandenses desenvolvem app para ajudar testes

Uma nova abordagem para combater a propagação da malária na África Subsaariana, gerou resultados encorajadores no Uganda, segundo o magazine  digital dailyfinancecenter”.

Nos últimos anos, engenheiros biomédicos da Universidade de Glasgow e do Uganda têm trabalhado em conjunto para desenvolver uma alternativa mais fiável e de baixo custo aos testes de PCR e de fluxo lateral, conhecida por “Origami”.

Este teste usa folhas de papel encerado para recolher as amostras da pessoa infetada que é posteriormente analisado através de um método conhecido como amplificação isotérmica mediada por loop, ou LAMP. Os testes efectuados no Uganda provaram que o método de verificação “Origami” é 98% correto.

Num artigo publicado na Nature Electronics, os investigadores descrevem como desenvolveram uma aplicação segura para smartphones para complementar o teste “Origami” que permite um diagnóstico mais preciso e facilita uma melhor vigilância da transmissão comunitária.

Kit para smartphone e a sua descrição
Kit para smartphone e a sua descrição

Os resultados do paciente são registados em segurança e de tal forma que mantêm a privacidade do paciente.

O Professor Jon Cooper, da Escola de Engenharia James Watt da Universidade de Glasgow, liderou o desenvolvimento do sistema de diagnóstico e afirmou:

“Em 2018, um relatório da Organização Mundial de Saúde sobre o controlo da malária salientou a necessidade de testes rápidos e eficazes que estivessem disponíveis a todos os que deles necessitassem, mesmo nos locais mais remotos e rurais. O relatório da OMS recomendava também que o diagnóstico da doença fosse mais integrado digitalmente nos sistemas regionais ou nacionais de gestão de casos, para melhor monitorizar a propagação do paludismo”.

“A adoção generalizada de um sistema como este poderia ter um grande impacto na propagação da malária na África subsaariana”, sublinhou ele.

Por seu lado, o doutor Moses Adriko, Oficial de Programas do Ministério da Saúde do Uganda, acrescentou que: “A malária e outras doenças infeciosas são responsáveis por dificuldades significativas nas comunidades remotas, afetando as famílias não só através de uma saúde precária, mas também impactando a educação das crianças.

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