Paludismo: Vacina desenvolvida por cientistas africanos, aprovada pela OMS.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) aprovou e recomendou o uso massivo da primeira vacina contra a malária.

Foi o diretor-geral dessa instituição da ONU, o etíope, Tedros Adhanom Ghebreyesus, quem o anunciou nesta quarta-feira, 6 de outubro 2021, durante uma conferência de imprensa, divulgada por todo o mundo.

De acordo com a OMS, em 2019, quase 50% dos casos de malária foram identificados em 6 países da África Subsaariana: Nigéria (23%), RDC (11%), Tanzânia (5%), Burquina Faso, Moçambique e Níger ( 4% cada). 67% das mortes pela doença afetam crianças menores de cinco anos.

Chamado de “RTS, S”, este soro “desenvolvido em África por cientistas africanos” traz esperança a dezenas de milhares de crianças mortas por ano pela malária.

Foi validado pela OMS, após testes iniciados desde 2019. De acordo com a instituição, essas observações ocorreram em mais de 800 mil crianças no Gana, Quénia e Maláui.

A agência da ONU explica que esta nova vacina contra a malária “é segura e reduz significativamente a malária severa e potencialmente fatal. Pode ser administrado em clínicas infantis pelos ministérios da saúde” e pode estar prontamente disponível para“ crianças com altos níveis de cobertura ”.

Além disso, “a procura por esta vacina é forte” e “ela tem um amplo alcance entre as crianças – incluindo as mais vulneráveis ​​que não têm acesso a mosquiteiros, ampliando assim o acesso a medidas preventivas para crianças em risco”.

Embora a doença tenha desaparecido em várias regiões do mundo e o número de pacientes identificados tenha caído em 50%, desde 2000, a África continua gravemente afetada, com pelo menos dois terços das 400.000 mortes por malária no mundo. A OMS também especifica que essa nova vacina complementa as ferramentas de combate à malária, e não deve substituí-las.

“A vacinação contra a malária não substitui ou reduz a necessidade de outras medidas, como mosquiteiros ou o uso de tratamento em caso de febre,” disse Tedros.

Das mais de 400 espécies registadas de mosquitos Anófeles, cerca de 30 são responsáveis ​​pela transmissão da doença aos humanos, geralmente à noite. As infeções são mais pronunciadas nas regiões onde existem mais mosquitos, especialmente em África.

O chefe da OMS defendeu ainda que “esta vacina é uma dádiva para todo o mundo, mas é na África que o seu valor será mais sentido, porque é aí que o fardo da malária é mais pesado”.

O novo soro contra a malária vai ser desenvolvido pela farmacêutica GlaxoSmithKline (GSK) em parceria com a ONG PATH. A sua produção deverá beneficiar de um real impulso, após a assinatura, em janeiro de 2021, de uma parceria com a empresa indiana Bharat Biotech (BBIL).

Esse acordo, que envolve a transferência de tecnologia da GSK para o BBIL, visa facilitar a produção de 15 milhões de doses da vacina por ano, até 2028.

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