A pandemia provocada pelo novo coronavírus afetou sobremaneira os comerciantes que operam no sector informal na Guiné-Bissau e alguns correm o risco de fechar os seus estabelecimentos comerciais se o Estado não intervir rapidamente. A preocupação foi manifestada ao repórter dos mercados africanos pelo Presidente da Associação dos Retalhistas dos Mercados da Guiné-Bissau.

Segundo explicação de Aliu Seidi, desde que a pandemia chegou à Guiné-Bissau no mês de março último, os seus associados continuam a pagar todas as suas obrigações fiscais.

“Desde que as autoridades guineenses declararam a existência da COVID-19 no país, não fomos tolerados em nada e pagamos todos as nossas obrigações ao estado e alguns dos meus associados já ponderam fechar as suas portas porque não conseguem sustentar nem as suas famílias e muito menos honrar os seus compromissos fiscais neste momento”, lamentou Aliu Seidi.

Em alguns países com a chegada da pandemia as autoridades decidiram baixar as taxas aos operadores económicos e comerciantes que atuam no sector informal, mas na Guiné-Bissau não foi o caso, indicou o presidente da Associação de retalhistas do país.

Neste particular, Aliu Seidi pediu a rápida intervenção das autoridades guineenses, nomeadamente o executivo no sentido de dar o seu apoio aos comerciantes em geral e em particular os que atuam no sector informal.

“Já não sabemos o que podemos fazer, porque estamos cansados, por isso, fazemos apelo ao executivo para nos ajudar ultrapassar esta crise provocada pela pandemia de COVID-19”, acrescentou Seidi.

Além de apelo ao executivo, o Presidente da Associação dos Retalhistas dos Mercados da Guiné-Bissau, também pediu apoio as organizações sub-regionais e internacionais, nomeadamente o Banco Mundial, União Económica e Monetária Oeste Africana -UEMOA e os países com quem a Guiné-Bissau tem laços históricos como são casos por exemplo, de Angola, Portugal entre outros.

Aliu Seidi revelou ainda que a sua instituição já enviou várias correspondências às autoridades guineenses, onde espelhou as dificuldades dos seus associados, mas até então disse que não recebeu nenhuma resposta do governo.

Questionado sobre os prejuízos sofridos pelos seus associados, devido às restrições impostas pelo COVID-19, Seidi disse que embora não tendo a noção exata dos prejuízos devido a falta de contabilidade oficial, não tem dúvidas que são enormes e com repercussões a longo prazo nas atividades comerciais dos associados.

O presidente da Associação dos Retalhistas dos Mercados da Guiné-Bissau, lembrou que o sector informal é o que mais contribui para as receitas do tesouro público.

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