Os Estados Unidos já ultrapassaram o meio milhão de mortes por coronavírus, mas o ritmo das vacinas permite ver a luz ao fundo do túnel, tal como na Inglaterra, que ontem (22/02) anunciou um plano de desconfinamento “cauteloso”.

Um ano após o anúncio, em 29 de fevereiro de 2020, da primeira morte pelo vírus nos Estados Unidos, a ultrapassagem das 500 mil mortes, segundo a contagem da Universidade John Hopkins, foi um choque, apesar de já ser esperado por todos, infelizmente.

“Não tínhamos  nada parecido há mais de 100 anos desde a pandemia de 1918”, disse o imunologista Anthony Fauci, assessor do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, no domingo (21/02). “Isto é algo que vai ficar na história.”

O limiar das 400 mil mortes foi ultrapassado em janeiro, nas vésperas da tomada de posse de Joe Biden, que fez do combate à epidemia a principal prioridade de seu início de mandato.

“500.000! Isso é quase 70.000 mortes a mais do que todos os americanos que morreram na Segunda Guerra Mundial “, disse Biden, que observou um momento de silêncio na noite de segunda-feira (22/02) em homenagem às vítimas da doença.

O presidente democrata também ordenará a colocação de bandeiras em todos os prédios federais por cinco dias, disse a porta-voz da Casa Branca Jen Psaki.

Nos Estados Unidos, o ritmo atual de vacinação (em média 1,7 milhão de injeções diárias) dá esperança. “Acredito que ficaremos mais próximos do normal até o final deste ano”, disse Joe Biden na sexta-feira.

Mais de 43,6 milhões de pessoas já receberam pelo menos uma dose das duas vacinas autorizadas nos Estados Unidos (Pfizer / BioNTech e Moderna), das quais 18,8 milhões receberam as duas doses.

Segundo Joe Biden, 600 milhões de doses (suficientes para imunizar toda a população) estarão disponíveis até o final de julho.

E os Estados Unidos podem muito bem ter uma terceira vacina autorizada até o final da semana, a da Johnson & Johnson, sobre a qual um comité deve emitir um parecer esta sexta-feira (26/02).

No Reino Unido, o país europeu mais atingido com mais de 120.000 mortos, o primeiro-ministro Boris Johnson apresentou na segunda-feira (22/02) um plano progressivo para tirar a Inglaterra do confinamento, imposto no início de janeiro 2021, quando o país fez face a uma explosão da epidemia ligada a variante que apareceu em Kent, pero de Londres.

O governo britânico anunciou que pretende reabrir lojas e museus não essenciais a partir de 12 de abril. Cinemas, hotéis, estádios (com máximo 10.000 pessoas) e restaurantes seguirão a partir de 17 de maio. O objetivo é suspender as últimas restrições a 21 junho.

Em Inglaterra, as escolas serão reabertas no dia 8 de março e gradualmente na segunda-feira (01/03) na Escócia e no País de Gales.

No reino Unido a campanha de vacinas lançada em dezembro 2020 está a ir a todo vapor: um em cada três adultos recebeu a primeira dose. Em meados de abril, todos aqueles com mais de 50 anos devem ter recebido a primeira dose.

Na Alemanha, apesar dos temores de uma terceira onda epidémica ligada à variante britânica, as escolas reabrem na segunda- (01/03) na maior parte do país com drásticas condições sanitárias, após dois meses de encerramento.

Em França, medidas de contenção serão impostas nos próximos dois finais de semana em parte da Côte d´Azur (sudeste), com controles reforçados nos aeroportos da região e na fronteira italiana.

Os governos em todo o mundo estão a contar com as vacinas para tentar controlar a pandemia: mais de 205 milhões de doses de vacinas anti-Covid foram administradas em todo o mundo, embora mais de 75% concentradas em 10 países.

O secretário-geral da ONU, o português António Guterres, porém, denuncia o “nacionalismo da vacina”, destacando que “só dez países compartilharam mais de três quartos das doses da vacina Covid-19 administradas até hoje”.

Instado a priorizar a Índia, o Serum Institute of India, o maior fabricante de vacinas do mundo que produz a vacina AstraZeneca sob o nome Covishield, pediu aos países que aguardam fornecimento que sejam “pacientes”.

A Índia quer imunizar 300 milhões de pessoas até julho e está atrasada, tendo administrado sómente um com pouco mais de 11 milhões de dosesNo estado mais afetado do país, Maharashtra (110 milhões de pessoas), onde fica a capital económica Bombaim, novas restrições foram impostas na segunda-feira (22/02) após um aumento na contaminação.

A Austrália, por sua vez, iniciou a campanha de vacinação na segunda-feira (22/02). Cerca de 60 mil doses estão prontas para serem injetadas esta semana, em enfermeiras, policias e residentes em lares.

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