Pandemia: OMS preocupada com África

O Diretor-Geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), o etíope Tedros Adhanom Ghebreyesus, salientou nesta segunda=feira 14 de junho 2021, a diminuição do número de casos de covid-19 no mundo, mas afirmou-se preocupado com o “aumento acentuado” em África.

Esse aumento é “especialmente preocupante” por se tratar de uma região onde há menos acesso a vacinas, a diagnósticos e a oxigénio, disse ele numa conferência de imprensa online, a partir de Genebra, para fazer um ponto da situação da pandemia de covid-19 no mundo.

No entanto, enfatizou Ghebreyesus, apesar do número de casos semanais estarem a baixar o número de mortes não diminui tão rapidamente, tendo o número de mortes relatado na semana passada sido idêntico ao da semana anterior.

Tedros Adhanom Ghebreyesus alertou também que os dados disponíveis indicam que as novas variantes do coronavírus SARS-Cov-2 “aumentaram substancialmente” a transmissão de covid-19 a nível global, o que significa que os riscos aumentaram para as pessoas que não estão protegidas, que são “a maior parte da população mundial”.

“Neste momento, o vírus está a mover-se mais rapidamente do que a distribuição global de vacinas”, disse, lembrando depois que morrem por dia, devido à covid-19, mais de 10 mil pessoas, e que só durante o tempo que dura a conferência de imprensa da OMS (cerca de uma hora) morrem mais de 420 pessoas.

Precisamente e com esta preocupação das variantes e da velocidade a que o vírus se movimenta, o primeiro-ministro britânico confirmou nesta segunda-feira que a última fase do plano de desconfinamento em Inglaterra, prevista para 21 de junho, vai ser adiada por quatro semanas, até 19 de julho, devido ao risco de “milhares de mortes”.

Boris Johnson disse que a variante Delta do vírus que provoca a covid-19 (inicialmente detetada na Índia) está a “espalhar-se mais rápido do que previsto” pelas autoridades no plano de desconfinamento anunciado em fevereiro e que isso está a refletir-se no número de hospitalizações.

“A vacinação reduz muito a transmissão e duas doses fornecem um alto grau de proteção contra doenças graves e morte. Mas ainda existem milhões de adultos jovens que não foram vacinados e, infelizmente, uma parte dos idosos e vulneráveis ainda pode morrer, mesmo que tenham recebido duas doses”, explicou.

Perante a “escolha muito difícil” entre continuar ou não com o plano, Boris Johnson decidiu dar aos serviços de saúde “mais algumas semanas cruciais para colocar as restantes vacinas nos braços de quem precisa delas”.

“Acho que é sensato esperar um pouco mais”, vincou, acrescentando que decidiu antecipar a meta de oferecer uma primeira dose a todos os adultos até 19 de julho e encurtar o intervalo para a segunda toma para os maiores de 40 anos.

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