Papa Francisco retoma as Viagens Apostólicas.

O Papa Francisco reiniciará as Viagens Apostólicas com as visitas à República Democrática do Congo de 2 a 5 de Julho de 2022 e ao Sudão do Sul de 5 a 7 de Julho de 2022, segundo uma Press Release, emitida hoje, 4 de Março de 2022, pelo Gabinete de Imprensa da Santa Sé e lida por Mercados Africanos.

 

O que são as Viagens Apostólicas?

Quando Jesus Cristo Se despediu dos seus discípulos deu-lhes um mandato:

“Ide por todo o mundo anunciar o Evangelho a todos os povos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”. E acrescentou, “estarei convosco todos os dias até ao fim dos tempos” (Mt 28,19-20).

Depois, Jesus pediu aos Apóstolos que descessem a Jerusalém e ali fossem suas testemunhas.

Por esta narrativa compreende-se que todos os cristãos têm o dever de anunciar Jesus Cristo Ressuscitado. Os Apóstolos fizeram-no logo depois do Pentecostes. No primeiro século, a comunidade de Jerusalém enviou-os para anunciarem Jesus Cristo Ressuscitado a todos os povos.

É com este princípio, que a Igreja Católica, se definiu desde o início, como missionária, acompanhando os movimentos sociais ou abrindo novos mundos quando a perseguição acontecia.

Ao longo dos tempos vários missionários tomaram para si esta missão. Dos mais célebres, na lusofonia, temos, António de Lisboa, que motivado pelos mártires de Marrocos, viajou para África, Francisco Xavier que seguiu para o Oriente, evangelizando as Índias e chegando mesmo ao Japão e José Anchieta e António Vieira que participaram na evangelização do Brasil

Em meados do séc. XIX, missionários de várias ordens religiosas, viajaram anunciando o Evangelho aos povos de Angola, Moçambique e até Timor.

Como estas viagens efectuadas pelos missionários, tiveram o seu início com os Apóstolos, segundo o mandato de Jesus, receberam o nome de apostólicas.

 

O prenuncio das Viagens Apostólicas dos Papas

Até Pio XII a Igreja estava fechada no “casulo” do Vaticano e os Papas não faziam viagens de espécie alguma, no entanto, as suas “aberturas” ao exterior, levaram ao Concílio Vaticano II, que abriu o caminho para os Papas saírem do Vaticano.

No entanto, foi São João XXIII que, ao abençoar o novo aeroporto de Roma, Fiumicino, proferiu as palavras proféticas que levariam às Viagens Apostólicas.

“Deste lugar os meus sucessores irão partir ao encontro do Mundo para anunciar Jesus Ressuscitado”.

 

As primeiras Viagens Apostólicas

São Paulo VI realizou a primeira viajem apostólica de um Papa, ao viajar até à Terra Santa, mas não se ficou por aí, viajou para outros lugares da Europa onde se destacou Fátima, em Maio de 1967, no cinquentenário das aparições.

São João Paulo II realizou posteriormente, 169 Viagens Apostólicas. Com essas viagens contribuiu para a unificação da Europa. Três dessas viagens, foram a Portugal, para visitar o santuário de Fátima, em que beatificou os pastorinhos na sua terceira viagem.

Bento XVI viajou para dezenas de países onde procurou redefinir a fé, a esperança e o amor dos cristãos.

 

As Viagens Apostólicas do Papa Francisco

O Papa Francisco, o primeiro papa jesuíta da Igreja Católica, seguiu o caminho dos seus antecessores e, dessa forma, tem multiplicado as suas Viagens Apostólicas, preocupado sobretudo com as famílias e os jovens, os emigrantes e os refugiados, não descurando a ecologia para o bem-estar de todos e do planeta.

Desde o início de seu pontificado, enfatizou a necessidade urgente de abordar as mudanças climáticas e cuidar do planeta. Em junho de 2015, lançou a encíclica Laudato si, sobre o cuidado da nossa casa comum, poucos meses antes da cúpula do clima em Paris (COP21).

Todas as suas Viagens Apostólicas revelam uma nova metodologia de levar o Evangelho a toda a parte, tendo inclusive, associando as novas tecnologias à fé.

 

O que achas das Viagens Apostólicas? È bom para África esta nova viagem do Papa Francisco? Queremos saber a tua opinião, não hesites em comentar e se gostaste do artigo partilha e dá um “like/gosto”.

 

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Imagem: © 2021 CNS / Paul Haring

  • Ex-atleta olímpico, tem um Doutoramento em Antropologia da Arte e dois Mestrados um em Treino de Alto Rendimento e outro em Belas Artes. Escritor prolifero, já publicou vários livros de Poesia e de Ficção, além de vários ensaios e artigos científicos. neste momento exerce as funções de Chefe de Redação da Mercados Africanos.

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