Para breve a concessão do caminho-de-ferro de Benguela

Angola quer desempenhar um papel fundamental na exportação de minérios de cobre e cobalto dos seus vizinhos Zâmbia e RDC, cujos volumes de produção não são insignificantes. E em termos de receitas, as esperanças de Luanda são enormes.

Está prestes a ser lançado, em Angola, pelo Ministério dos Transportes, um concurso para a exploração, manutenção e melhoramento técnico do Caminho-de-Ferro de Benguela.

Uma linha construída na bitola estreita de 1067 mm, que atravessa Angola de oeste a leste enquanto conecta os territórios sem litoral da República Democrática do Congo (RDC) e da Zâmbia à costa do Atlântico.

A informação divulgada pelo Railjournal especifica, a respeito do perfil pretendido pelo governo, que se trata de “operadores especializados em logística e transporte de mercadorias”.

Com uma distância linear total de 1.344 km, a infraestrutura, que dá acesso ao porto do Lobito, é essencial para a exportação dos minérios de cobre e cobalto das minas Tenke Fungurume, na RDC.

Herdado da colonização portuguesa, este patrimônio ferroviário de Angola foi recentemente reabilitado. O trabalho foi realizado entre 2006 e 2014 pela China Railway Group Corporation (CR20), mas foi oficialmente reaberto em outubro de 2019.

Enquanto se aguarda o aproveitamento total desta linha para uma entrega mais rápida dos minerais extraídos na RDC e na Zâmbia, são os portos de Durban, na África do Sul, e de Dar es Salaam, na Tanzânia, que garantem a exportação destas matérias-primas e que é, de acordo com Railjournal, “quatro vezes mais comprido do que através do caminho-de-ferro de Benguela”.

Recorde-se que o Caminho de Ferro de Benguela (CFB), também chamado Caminho de Ferro Catanga-Benguela, é uma linha ferroviária que atravessa Angola de oeste a leste, sendo o maior e mais importante do país.

A história do CFB iniciou-se em 1899, quando o governo português retomou a construção da ferrovia para dar acesso ao interior e às riquezas minerais do então Congo Belga.

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