Redução dos custos de tarifas de transportes, linha de crédito para apoiar as agências de viagens, isenção de pagamento de taxas aeroportuárias e de embarque, introdução de ‘vouchers’ para viajantes.

Eis algumas medidas do protocolo assinado entre o Governo de Cabo Verde e oito instituições ligadas ao turismo, com um único objetivo: pôr os cabo-verdianos e todos os residentes e visitantes a viajar mais entre as ilhas.

“Este já seria um sinal muito bom para a economia porque significa que nós estaríamos a pôr todas as ilhas um pouco em pé de igualdade com outras que têm recebido a esmagadora maioria dos visitantes”, disse Carlos Santos, que elogiou o “trabalho árduo” dos diferentes parceiros.

Juntar e convergir ideias entre todos os operadores turísticos cabo-verdianos não foi tarefa fácil e que não foi feito de um dia para o outro. Por isso, o presidente da Câmara do Turismo Gualberto do Rosário, ressaltou a cooperação, considerando que só assim o setor poderá ter sucesso no país.

“Este é um produto da cooperação. É uma das lições e um dos elementos que nós devemos guardar deste processo, tendo em linha de conta para o futuro”, afirmou o porta-voz dos empresários do turismo em Cabo Verde. E completou: foi dado um “passo grandioso” para Cabo Verde e para o setor do turismo.

Mesma alegria mostrou o presidente da Associação de Agências de Viagem e Turismo (AAVT) de Cabo Verde. Para Mário Sanches, o país acabou de testemunhar um “momento marcante” que poderá representar um “ponto de viragem” para as empresas do setor, bastante afetadas pelos efeitos a crise provocada pela covid-19.

“A assinatura deste protocolo é um bom começo e vai na linha do que a AAVT pretende, aumentar o negócio das agências de viagens, aumentar o rendimento também para as agências de viagens associadas e para todas a agências de viagens e turismo de Cabo Verde”, disse Mário Sanches, para quem “acende-se uma luz ao fundo do túnel” para “salvação dos negócios” de várias agências de viagens e turismo do país.

Quem também manifestou a sua satisfação pela assinatura do protocolo foi o presidente da Associação de Turismo de Santiago, Eugénio Inocêncio, que destacou o “marco histórico”, dizendo, entretanto, que se trata do início de outro processo, em que o documento terá de ser melhorado constantemente.

“É um grande marco para a organização do turismo interno e, em cima da organização do turismo interno, organiza-se também o turismo externo, porque quando se cria esses circuitos e essas facilidades para a circulação interilhas e dentro da mesma ilha, não interessa se quem está a fazer seja um cabo-verdiano, um residente em Cabo Verde, vindo do exterior, ou um turista que chegou ao Sal para uma estada de 10 dias e que de repente descobre que há um pacote muito interessante de dois dias para dar um pulinho a outra ilha”, mostrou o empresário.

Para Eugénio Inocêncio, o turismo interno tem um efeito de quebrar a sazonalidade do turismo externo, que acontece num determinado período do ano e durante três a cinco meses, enquanto o interno “cobre” o espaço onde o externo não é muito intenso.

“Fazer aposta no turismo interno é também fazer a aposta numa classe média cabo-verdiana robusta, que tenha capacidade de compra”, afirmou ainda o representante dos empresários do turismo da maior ilha de Cabo Verde, para quem é também uma aposta na distribuição do rendimento a nível nacional, com profissionais com capacidade de fazer turismo, setor responsável por cerca de 25% do Produto Interno Bruto (PIB) de Cabo Verde, mas que esteve praticamente parado em 2020 devido à pandemia da covid-19.

O titular da pasta do Turismo e Transportes alertou que este pode ser o término de uma fase, mas também o início de outra fase para continuar o edifício da diversificação da competitividade e da desconcentração do produto turístico e Cabo Verde.

O protocolo dura um ano, a contar de 11 de fevereiro, dia em que foi assinado. E prorroga-se automaticamente, por iguais períodos, salvo se denunciado por qualquer uma das partes.

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