Pela primeira vez, uma mulher dirige a Conferência das NU sobre Comércio e Desenvolvimento

Depois de ter sido nomeada Secretária-Geral da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD na sua sigla em Inglês), a 11 de junho de 2021, a economista da Costa Rica, Rebeca Grynspan assumiu o cargo nesta segunda-feira, 13 de setembro 2021, tornando-se a primeira mulher a liderar o órgão com 193 Estados membros.

Durante 4 anos, a ex-vice-presidente da Costa Rica (1994 a 1998), será a encarregada de dirigir os destinos deste órgão da ONU – sediado em Genebra, Suíça – sucedendo a Mukhisa Kituyi, o primeiro queniano a liderar uma agência global das Nações Unidas de 2013 a 2021.

Com muitos anos de experiência, Grynspan ocupou vários cargos de alto nível, incluindo o de Subsecretária-Geral das Nações Unidas e Administradora Associada do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Ela também foi Diretora Regional do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) para a América Latina e o Caribe, membro do Painel de Alto Nível sobre Financiamento para o Desenvolvimento.

Criada em 1964, a CNUCED, órgão subsidiário da Assembleia Geral das Nações Unidas tem como objetivo integrar os países em desenvolvimento à economia mundial de forma a promover o seu desenvolvimento.

Recorde-se que o seu Escritório Regional para África desempenha um papel fundamental na facilitação e coordenação da assistência técnica da CNUCED à Comissão da União Africana e aos seus Estados membros, comunidades económicas regionais e outros atores e parceiros em África.

De ressaltar o papel desempenhado pelo escritório africano da CNUCED na assessoria, negociação e estabelecimento da Zona de Comércio Livre Continente Africano (ZCLCA), cuja entrada em vigor a 1 de janeiro de 2021, abriu perspetivas importantes de crescimento e integração para o continente.

Em colaboração com representantes do governo, negociadores, associações profissionais e outros atores institucionais, a CNUCED forneceu a seguinte assessoria técnica: redação dos termos e textos legais das várias seções do Acordo, negociações relativas à liberalização de bens e serviços e a vários protocolos, compilação e processamento de dados aduaneiros, nos detalhes do comércio e dos dados tarifários, facilitando a sua transformação num sistema comum de classificação de produtos.

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