Pesca em África atinge 24M milhões de dólares.

A receita anual do pescado, no continente africano, está avaliada em 24 mil milhões de dólares e tem, pelo menos, 200 milhões de pessoas a dependerem da atividade pesqueira, para terem acesso a proteínas de baixo custo, confirmou, nesta quarta-feira, 23 fevereiro 2022, em Addis Abeba (Etiópia), a comissária da União Africana (UA), Josefa Correia Sacko.

Josefa Sacko adiantou, virtualmente, que a estratégia marítima do continente deve assegurar que não só se continua a retirar benefícios destes recursos, como, também, os projetar no aumento dos processos industriais à sua volta.

O objetivo é permitir que os beneficiários, especialmente mulheres, que representam 27 por cento da força de trabalho, obtenham o rendimento total e se integrem na cadeia de valor da pesca, segundo o Jornal de Angola.

Por outro lado, lembrou que o especto mais importante da estratégia marítima, deve ser a sustentabilidade dos recursos, porque os oceanos e mares fornecem serviços eco sistémicos inestimáveis.

Esses recursos, vão desde os recifes, que protegem as aldeias costeiras de surtos de marés, até à biodiversidade, passando pelos mangais e outros recursos de ervas marinhas, que funcionam como ferramentas importantes na luta contra as alterações climáticas.

A economia azul proporciona oportunidade para integrar as aspirações de desenvolvimento do continente.

Por isso, frisou Josefa Sacko “precisamos de proteger o nosso capital natural, enquanto construímos o nosso capital humano, através da educação, do desenvolvimento de competências, do acesso ao mercado e do investimento na expansão do sector privado”.

Comissária da UA disse que a União Africana está a criar centros de excelência da pesca e aquicultura, que deverão atuar como centros de intercâmbio de informação e de desenvolvimento de capacidades e, também, de bases de dados para suportar a investigação científica relevante para o próprio contexto.

“Também, estamos a promover a inovação e a ciência na economia azul, pois, trata-se de um empreendimento de tecnologia intensiva”, disse a comissária, acrescentando ainda que “o futuro da economia azul será o futuro das novas tecnologias, incluindo a Inteligência Artificial (IA), submersíveis e “robots” submarinos, bem como mecanismos de energia azul limpa”, sustentou.

 

O que achaste deste artigo? E da importância da pesca e do mar na economia africana? Queremos saber a tua opinião, não hesites em comentar e se gostaste do artigo partilha e dá um “like/gosto”.

 

Ver Também:

África: valorizar a economia azul

Imagem: © publicdomainstockphotos | Stock Free Images
close
pub

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite o seu comentário!
Por favor, digite o seu nome aqui


Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.