Petróleo: África quer aproveitar a quebra.

Durante o 8º Congresso de Exposição de Petróleo de África que será realizado entre os dias 16 e 19 de Maio de 2022, em Luanda, vai-se reunir um grupo de produtores africanos de hidrocarbonetos para discutirem a situação do petróleo em África.

O objetivo: adotar uma abordagem comum sobre a forma de aproveitar a favor do continente o momento de quebra dos fornecimentos no mercado internacional.

Estarão presentes os ministros responsáveis pelo setor dos seguintes países: Angola, África do Sul, Costa do Marfim, Gana e Níger, respetivamente, Diamantino Azevedo, Samson Gwede Mantashe, Thomas Camara, Matthew Prempeh e Samson Manta-she, assim como do secretário-geral da Associação Africana dos Produtores de Petróleo (OAPP), Omar Ibrahim.

Os debates ocorrem em torno da procura de formas para desbloquear o potencial de petróleo e gás no continente, enquanto um imperativo contra o cenário do conflito na Ucrânia e a crise de fornecimento de petróleo, gasóleo e gás.

Esses acontecimentos, consideram os produtores africanos, tornam insustentável a dependência europeia da energia russa

Esta situação cria uma grande oportunidade para África se posicionar como uma opção crucial para aumentar o fornecimento aos mercados globais de energia, apesar da persistência de desafios ligados à dificuldade de aumentarem repentinamente a produção, devido ao défice de infraestruturas, finanças e tecnologia.

Países com grandes recursos de gás natural, como Angola, Argélia, Líbia e Nigéria, têm redes limitadas de gasodutos, refinarias, molhes, terminais e portos.

Sem esquecer que o incentivo ao investimento estrangeiro é muitas vezes dificultado por fatores de risco, incluindo instabilidade política, insegurança local e instituições financeiras que transferem investimentos dos combustíveis fósseis para os renováveis.

Também, garantir a tecnologia mais recente para facilitar o desenvolvimento de conteúdo local provou ter um custo tido como “proibitivo”, dada a dependência na propriedade intelectual estrangeira e a contínua fuga de cérebros do capital humano local.

Para alem dos ministros, o congresso, organizado pela OAPP e o Governo angolano, conta com a participação de especialistas da indústria dos hidrocarbonetos, incluindo representantes de companhias nacionais de petróleo, além de Angola, dos Camarões, Chade, Costa do Marfim, RDC, Nigéria e Guiné Equatorial.

 

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Imagem: © 2013 Bloomberg
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