O Brent, petróleo de referência para os produtores africanos, encerrou a semana a 55,69 dólares por barril no mercado de Londres, embora o preço tenha descido depois para 55,25 e 55,20 dólares, com ganhos situados entre 1,50 e 1,70 por cento no dia (07/01), de acordo com dados a que teve acesso Mercados Africanos.

A subida dos preços está ligada ao anuncio da Arábia Saudita, na terça-feira (05/01), de uma redução de um milhão de barris por dia na produção dos próximos meses de Fevereiro e Março.

Os preços do petróleo também beneficiaram dos dados sobre os “stocks” divulgados pela Agência de Energia dos Estados Unidos e de um dólar fraco, de acordo com a imprensa internacional.

Segundo a Reuters, que citava Jim Ritterbusch, presidente da Ritterbusch and Associates, “no próximo mês, esta alta do mercado pode estabelecer-se a níveis mais elevados, principalmente com o benefício do inesperado corte de produção voluntário de um milhão de barris decidido pela Arábia Saudita”.

As medidas de estímulo esperadas sob a Administração do Presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, “que provavelmente incluirão investimentos significativos em infraestrutura, representam uma previsão de apoio capaz de impulsionar a procura por gasolina e gasóleo”, acrescentou Ritterbusch.

“A Arábia Saudita conhece intimamente a relação entre o preço do petróleo e os níveis de ‘stock’ globais: quando são mais baixos, equivalem a preços mais altos”, disse o analista-chefe de Matérias-Primas do SEB, Bjarne Schieldrop, também citado pela Reuters.

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