Polónia/Ucrânia, países irmãos… No racismo.

A Polónia, imita o país vizinho, nos ataques racistas contra os refugiados de “pele mais escura” que estão em fuga vindos da Ucrânia.

Já tínhamos exposto aqui, o racismo exacerbado das tropas ucranianas face aos estrangeiros “não brancos” que tentam fugir desse país por causa da guerra.

Seria de esperar mais da Polónia, levando em consideração que foi um dos países que mais sofreu com a xenofobia racista durante a Segunda Guerra Mundial, mas ao invés. Premeiam os refugiados com desprezo e grafites de teor nazista.

 

O que diz o Governo Polaco?

O governo da Polónia, obviamente, fez um desmentido, dizendo que esses relatos eram nada mais nada menos do que “Fake News” e que todos os refugiados vindos da Ucrânia eram tratados da mesma forma.

Ironicamente, o comunicado que afirma:

“Todas as pessoas deslocadas têm acesso a cuidados médicos gratuitos e serviços de saúde polacos. Os refugiados não precisam de se registar nos pontos fronteiriços nem de se preocupar com formalidades”.

Mas mais à frente diz:

“Os cidadãos ucranianos podem beneficiar de serviços de emprego gratuitamente. Estudantes ucranianos (dos 7 aos 18 anos) podem ser admitidos em escolas públicas e receber cuidados e educação com base em regras gerais”.

Os estrangeiros que não tenham documentos de viagem, terão 15 dias para legalizar a sua estadia”.

Portanto conclui-se que apesar de o Governo Polaco, afirmar que todos os refugiados são tratados da mesma forma, os ucranianos, tem um estatuto especial.

Um pouco mais para o fim do comunicado, referem-se às “Fake News” e afirmam:

“As notícias falsas sobre crimes cometidos contra alguns refugiados, são divulgadas com o objetivo de instigar a hostilidade em relação às vítimas da guerra”.

“As evidências mostram que esses relatórios sobre actos de racismo ou discriminação, estão relacionados com uma minoria de pessoas, concentrando-se em incidentes isolados  e onde os factos no terreno foram deturpados”.

Obviamente, que os “incidentes isolados” são uma minoria, pois os refugiados não ucranianos, são uma minoria. Na minha terra chama-se a isto “tapar o sol com a peneira.

 

Afinal, as “alegações” de racismo, são verdadeiras ou não?

As “alegações” de que pessoas negras, sul-asiáticas ou mediterrânicas que escaparam para a Polónia vindas da Ucrânia, sofreram actos de racismo contra elas, enchem as redes socias, com fotos e vídeos, onde se vê famílias africanas e outras pessoas de tês mais escura, serem empurrados para fora de autocarros e deixados à beira da estrada enquanto ucranianos seguem viagem para centros de acolhimento,

Estes relatos e vídeos, foram inicialmente descartadas como “desinformação russa” colocada nas redes sociais, mas, Filippo Grandi, alto-comissário da ONU para os refugiados, confirmou que “houve um tratamento diferente”, durante uma conferência de imprensa nesta última terça-feira.

 

Conclusão

Como tal, e devido a tanta desinformação e relatos contraditórios, cabe-nos a nós, simples cidadãos, decidirmos se os mesmos, são ou não verídicos.

Pela minha parte, e tendo ouvido algumas pessoas conhecidas que foram em serviço humanitário à Polónia, concluo que são verídicos, por isso partilho com os nossos leitores, estas “dúvidas”.

Em tom de conclusão, apenas acrescento que esta guerra nos mostrou e está a mostrar, um pouco mais das atrocidades que nos chegam, não das balas ou dos misseis, mas sim dos seres humanos nossos pares que deveriam ter mais respeito uns pelos outros.

Infelizmente, como se nota, a humanidade ainda tem um grande caminho a percorrer.

 

O que achas desta situação na Polónia? A Comunidade internacional, não deveria fazer algo em relação a isto? Queremos saber a tua opinião, não hesites em comentar e se gostaste do artigo partilha e dá um “like/gosto”.

Imagem: © Governo Polaco

Autor

  • Ex-atleta olímpico, tem um Doutoramento em Antropologia da Arte e dois Mestrados um em Treino de Alto Rendimento e outro em Belas Artes. Escritor prolifero, já publicou vários livros de Poesia e de Ficção, além de vários ensaios e artigos científicos. neste momento exerce as funções de Chefe de Redação da Mercados Africanos.

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