Nesta segunda parte da entrevista ─ por videoconferência ─ exclusiva com Vítor Manuel Ramalho, Secretário-Geral da União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCLLA) abordamos a problemática das cidades e de como estas crescem todos os dias, à frente de todos nós, com Luanda que passou de cerca de 600 mil habitantes no final de época colonial para uma população estimada, a rondar os 8 milhões de habitantes.

Megacidades, cidades com uma população de pelo menos 10 milhões, surgem por toda a África.

Cairo no Egito, Kinshasa na República Democrática do Congo e Lagos na Nigéria já são megacidades.

Dar-es-Salam na Tanzânia e Joanesburgo na África do Sul atingirão esse “estatuto” até 2030, segundo as Nações Unidas.

Abidjan, na Costa do Marfim, e Nairobi, no Quénia, ultrapassarão os 10 milhões de habitantes antes de 2040.

Vítor Ramalho falou-nos da velocidade atual da urbanização da África e do impacto nas suas infraestruturas e nos seus habitantes. E nem tudo é positivo.

Considerando que a maioria das populações urbanas africanas enfrentam situações precárias de emprego, vivem em assentamentos informais, sem acesso a serviços básicos, a rápida urbanização tem um impacto enorme na sobrecarrega as infraestruturas, na procura de emprego, nos serviços e agrava os problemas complexos de governabilidade para os governos locais.

Veja também aqui a primeira parte da entrevista

Tomás Paquete

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