O reforço e relançamento das relações bilaterais é o objetivo principal da visita de Estado que o presidente cabo-verdiano, Jorge Carlos Fonseca, vai realizar de 18 a 20 de janeiro à Guiné-Bissau. “São países que têm laços históricos de cultura e muitas cumplicidades e poderá ser um momento importante para relançar, reforçar, aproximar cada vez mais os dois povos”, revelou esta sexta-feira o chefe de Estado.

A visita já estava acertada e a data foi avançada por Jorge Carlos Fonseca na apresentação pública do oitavo volume da obra “Magistratura de Influência”, na cidade da Praia. Será primeira deslocação de Jorge Carlos Fonseca à Guiné-Bissau desde a chegada ao poder de Umaro Sissoco Embaló. Do Governo, o Mercados Africanos sabe que o ministro de Estado, Fernando Elísio Freire, deverá acompanhar Jorge Carlos Fonseca a Bissau.

O Presidente guineense já tinha convidado o homólogo cabo-verdiano para a sua tomada de posse, no início do ano passado, que foi marcada por uma crise pós-eleitoral, mas que não se concretizou.

Em novembro do ano passado, o Presidente da República da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, formalizou o convite ao homólogo de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, para uma visita oficial ao país, para “reforço” dos “laços históricos” entre os dois Estados.

Acordos que estão na gaveta e Embaixada na calha

Cerca de duas dezenas de acordos entre a Guiné-Bissau e a Cabo Verde poderão sair da “gaveta”, onde estão há vários anos, com a visita oficial do Presidente cabo-verdiano, Jorge Carlos Fonseca, ao país “irmão” que partilhou a luta pela independência. “Esta visita será o ponto mais alto desta nova página que, direta e indiretamente, vai elevar o patamar das relações entre os dois países, que já partilham laços históricos e políticos”, afirmou anteriormente ao Mercados Africanos o embaixador da Guiné-Bissau na Praia, M’Bála Fernandes.

No início de novembro, o Presidente da República da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, formalizou o convite ao homólogo de Cabo Verde para uma visita oficial ao país para reforço dos “laços históricos” entre os dois Estados. Para o embaixador da Guiné-Bissau em Cabo Verde, esta será a primeira visita “ao mais alto nível” em vários anos e em simultâneo “uma viragem” no reforço das relações entre os dois países, cujos laços históricos foram reforçados durante a luta, comum, contra o regime colonial português, com a figura do nacionalista Amílcar Cabral como referência para ambos os povos.

Embora o regime político que vigora nos dois países seja semipresidencialista, sem que os respetivos chefes de Estado assumam o poder executivo, M’Bála Fernandes acredita que a visita de Jorge Carlos Fonseca, com um programa “intenso” e dedicado a várias áreas, terá uma “carga política” que permitirá fechar “vários acordos”, em diferentes setores, até agora “engavetados”. “São mais de duas dezenas de acordos, alguns já desatualizados, que estão adormecidos. Esta visita ao mais alto nível tem um aspeto simbólico, mas permite aos dois governos pôr em prática acordos adormecidos”, apontou.

A visita de Jorge Carlos Fonseca deverá ficar marcada pela, três anos depois de abrir portas a Embaixada guineense na Praia, num programa em preparação e que vai envolver atividades políticas, culturais, turistas e económicas. “Para mostrar uma nova era da relação entre os dois países, além da relação histórica”, assumiu o embaixador.

 

 

 

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