O Presidente da República de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, descreveu ontem (21/01), no regresso à Praia, após três dias de visita de Estado à Guiné-Bissau, que a viagem, foi “intensa”.

“Não tenho palavras para descrever e qualificar o modo fraternal, muito amistoso e cuidado como fui recebido pelas autoridades guineenses, do chefe de Estado ao primeiro-ministro, do presidente da Assembleia Nacional Popular (…) Receção ímpar por parte de todos, tão sofisticadamente cuidada e amiga, que dificilmente poderei retribuir”, descreveu, no regresso a Cabo Verde.

O Presidente de Cabo Verde iniciou na segunda-feira uma visita oficial de três dias à Guiné-Bissau, a convite do homólogo guineense Umaru Sissoco Embaló, e que segundo as autoridades, demonstra o bom relacionamento entre ambos os países lusófonos, que partilharam a luta contra o regime colonial, com Amílcar Cabral como o herói comum desse processo.

Na hora da despedida, Jorge Carlos Fonseca não escondeu a emoção, confessando que “sempre” esperou “ser muito bem acolhido” num país que descreve como “verdadeiramente irmão”, descrevendo esta visita como “politicamente rica, forte, muito promissora e plena de simbolismo”.

Ainda assim, “a qualidade do acolhimento, deveras carinhoso, superou o que aguardava”. “Uma receção de extrema simpatia, diria vibrante em muitos momentos, por parte do povo anónimo, nas ruas, nas feiras, das varandas e janelas dos prédios, dos estudantes na Faculdade de Direito”, recordou, destacando igualmente a mobilização “viva” e de “contagiante simpatia” da comunidade cabo-verdiana em Bissau.

“Regresso emocionado e muito satisfeito com os resultados desta visita que bem poderá constituir um autêntico relançamento das relações entre Cabo Verde e a Guiné-Bissau. Sobretudo, regresso motivado para contribuir, na medida das minhas possibilidades, para que tal se concretize”, assumiu o chefe de Estado, que cessa funções, no seu último mandato, em outubro próximo.

Sem qualquer dúvida, Jorge Carlos Fonseca classifica a visita a Bissau como “histórica”, durante a qual foi ainda agraciado com a mais alta distinção do Estado da Guiné-Bissau, a Medalha Amílcar Cabral, por parte do Presidente da República, Sissoco Embaló, e com Diploma de Honra e Mérito pela Universidade Colinas de Boé.

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