O governo do primeiro ministro Jorge Bom Jesus anunciou em finais do ano passado que pretendia fazer “um São Tomé e Príncipe diferente” em 2020, mas a pandemia da Covid-19 acabou por ditar regras que frustraram todas as expetativas.

O ano terminou e o país ficou mergulhado praticamente “dependência da generosidade internacional”, conforme reconheceu o presidente da republica, Evaristo Carvalho.

A pandemia da Covid-19, cujos primeiros casos foram anunciados pelo governo em meados de março só foi possível controlar graças ao apoio da Organização Mundial da Saúde, dos parceiros chines (governo e a fundação Jack Man) e do Fundo Global que forneceram equipamentos, medicamentos e consumíveis de combate a doença que fez 17 mortos e 1014 infetados em dez meses.

A promessa do executivo de redução do índice do desemprego situado atualmente em cerca de 13% da população, o aumento da exportação e de transformação de produtos agroalimentar e a realização das grandes obras estruturantes viram-se, a partir do terceiro mês de 2020 abaladas devido a doença.

De todos estes projetos, apenas a construção de 200 casas de habitação pelos chineses continuam em curso, apesar de sofrer também ele um interregno de mais de três meses.

Em mensagem de 12 de julho, dia da independência nacional, o presidente são-tomense Evaristo Carvalho reconheceu que a situação económica do seu país vai continuar “desequilibrada e persistente na sua relação de dependência com o exterior”.

Reconhece também que o dia-a-dia do país vai continuar “depende da generosidade internacional”, pois as despesas de investimento são financiadas em mais de 90% com recursos externos o que limita as autoridades a possibilidade de execução de “uma política genuína de desenvolvimento sustentado”.

Em 2020 o chefe do executivo viu aprovado o seu orçamento geral de estado de 150 milhões de dólares que acreditava ser o “mais próximo da realidade” do seu país, mas longe de imaginar que a Covid-19 viria a mudar todo o curso.

O governo perspetivou para 2020 que “um futuro melhor exige” do seu governo “medidas corajosas” para reverter a situação difícil que o país atravessa, prometendo colocar a política de combate a pobreza e a corrupção no centro das preocupações.

Os 5% por cento de crescimento económico que previa o orçamento geral do estado não consumou, contra a esperança do chefe do executivo de que OGE para 2020, deveria marcar “as expectativas coletivas que foram sendo adiadas a logo de muitos anos”.

A “ambição de mudar o país e a condição de vida dos são-tomenses”, manifestada no inicio do ano a partir do orçamento aprovado pelo parlamento, passando agora estar inscrita numa “estratégia coerente” com “frutos” que se irão materializando “ao longo da presente legislatura”.

A pandemia de Covid-19 alterar toda a programação do governo que acabou por ficar refém da doença e a espera da ajuda externa para combater a doença que entrou no país através da ligação aérea com a Europa.

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