Tal como tínhamos vindo a noticiar esta semana a posição da África do Sul em relação a um eventual apoio militar a Moçambique, no quadro da SADC, está no horizonte. Ontem (02/04) o Presidente Sul-africano, Cyril Ramaphosa informou, ou melhor, confirmou que militares sul-africanos estão, em Cabo Delgado, a garantir a segurança dos seus cidadãos.

“A Força Nacional de Defesa (SANDF, na sigla em inglês) está a trabalhar intensivamente para garantir a segurança de sul-africanos”, adiantou.

A operação de evacuação para a África do Sul, foi realizada pela Força Aérea Sul-Africana (SAAF, na sigla em inglês).

O Presidente sul-africano falava a jornalistas durante uma cerimónia realizada ontem (02/04) de manhã, em homenagem a Winnie Madikizela-Mandela, no célebre bairro de Soweto, nos arredores de Joanesburgo.

“Estamos a lidar com a situação, acompanhando constantemente os acontecimentos. Já nos ocupamos da retirada de sul-africanos retidos em Moçambique, tendo a Força Nacional de Defesa repatriado o corpo de um sul-africano que morreu, e continuamos envolvidos em garantir a segurança dos nossos cidadãos em Moçambique, em Pemba e em Palma”, sublinhou Cyrl Ramaphosa.

Tal como tínhamos noticiado (31/03) e na sequência do ataque terrorista na cidade de Palma, junto aos projetos de gás no norte do país, o Governo sul-africano tinha anunciado no domingo (28/03) o reforço da sua missão diplomática em Moçambique, sem precisar detalhes, ao mesmo tempo que segundo a imprensa sul-africana, Cyril Ramaphosa, tinha uma reunião de emergência com altos responsáveis da Defesa sul-africana.

Este ataque, mesmo ao lado da fronteira com a Tanzânia e como já referido várias vezes pela África do Sul tem o potencial de desestabilizar toda a região da África Austral, ou seja, a zona da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC na sigla em Inglês).

O ataque da semana passada e a ocupação da Vila de Palma demonstra que a insurgência está a ocupar terreno e que desta vez demonstrou um poderio militar preocupante.

O maior partido da oposição sul-africana, a Aliança Democrática disse “A África do Sul deve estender a sua mão ao nosso vizinho necessitado, e o país deve-se preparar para ajudar Moçambique”.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite o seu comentário!
Por favor, digite aqui o seu nome