Prato senegalês “Thiéboudiène” é Património da Humanidade.

A agência das Nações Unidas para a Cultura, Educação e Ciência, (UNESCO) acaba de incluir quatro manifestações culturais do Senegal, dos dois Congos, das Seicheles e do Marrocos na lista de património imaterial da humanidade, cujas nomeações foram decididas no comité intergovernamental da UNESCO, dedicado à proteção do património e que se realizaram online de 13 a 18 de dezembro 2021.

Hoje apresentamos o “Thiébou Dieune” famoso prato nacional senegalês que a pedido do Governo do Senegal, acabou de integrar a lista da UNESCO como Património Imaterial da Humanidade.

A noticia da aprovação do pedido de inclusão na lista da UNESCO e divulgada pelos media francófonos despertou uma onda de comoção e entusiasmo não só no Senegal mas em todos os países da África Ocidental, onde este prato é muito apreciado.

Cenouras, beringelas, couve branca, cebolas, alho, peixe, batata-doce, nabos, pimento e arroz, eis os ingredientes que fazem parte do “Thiébou Dieune”, prato nacional senegalês, que a partir de 15 de Dezembro de 2021 faz parte da culinária da humanidade, segundo os critérios do departamento do património cultural imaterial da UNESCO.

O dossier apresentado à UNESCO pelo ministério da Cultura do Senegal, em Outubro de 2020, especifica que a receita do “Thiébou Dieune” transmite-se de mãe para filha ou filho e varia de região para região.

De acordo com a tradição, o prato do Senegal pode ser comido com as mãos ou com os talheres tradicionais. Em WOLOF, língua nacional senegalesa, o prato é pronunciado Ceebu Jën.

Ceebu jën, também conhecido pela sua abreviatura tiep ou mesmo thieb, é um prato nacional senegalês feito com arroz e peixe, acompanhado de vegetais, geralmente servido em uma tigela.

A sua reputação, a sua preparação, rica e simples, levaram-no além das fronteiras senegalesas.

Este prato, que primeiro se espalhou pela África Ocidental, agora está presente em muitos restaurantes ao redor do mundo.

Reza a história que o nascimento desta receita senegalesa é atribuído a Penda Mbaye, cozinheira do século XIX da cidade de Saint-Louis, que também simboliza “o lugar da mulher na nossa sociedade, o papel que sempre desempenhou na nossa sociedade”, sublinhou Souleymane Jules Diop, Embaixador Delegado Permanente do Senegal junto à UNESCO e que foi responsável pela defesa deste prato na lista da UNESCO.

“Ao inscrever o ceebu jën, a Unesco celebra a mulher, a alegria, a unidade, a solidariedade global e o gênio culinário do povo senegalês”.

Embora o Níger e o Gana reivindiquem parte da paternidade do prato, o debate foi encerrado pela UNESCO, que se baseou nas investigações do Senegal.

Fatima Niang e Alpha Amadou Sy, escreveram o livro “Ceebu Jën um património muito senegalês”, tradução livre de “Le Ceebu jën, un patrimoine bien sénégalais”.

Conheces o Senegal? Já provaste o “Thiéboudiène”? Dá-nos a tua opinião, não hesites em comentar e se gostaste do artigo partilha e dá um “like/gosto”.

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