O Presidente de Cabo Verde chegou ontem (18/01) a Bissau para uma visita oficial de três dias ao país, embora não inaugure a nova embaixada de Cabo Verde em Bissau, tal como se esperava.

“É verdade que não se tratam de relações dos anos 70, é uma relação diferente, mas é uma relação próxima de dois países que se respeitam, dois países irmãos, dois países amigos que podem cooperar com benefícios mútuos que se constituem em democracia e em estado de direito, portanto é nessa base, nesse contexto que eu estou aqui”, foi assim que Jorge Carlos Fonseca definiu o contexto da sua visita.

Ao mencionar os anos 70, o Presidente de Cabo Verde, referia-se sem o dizer, aos anos da unidade Guiné-Bissau Cabo Verde, cimentados durante a Luta de Libertação e continuados durante os primeiros anos que se seguiram às independências de ambos os Estados, dirigidos na altura, pelo partido único, PAIGC (Partido Africano da Independência da Guine e Cabo Verde).

Jorge Carlos Fonseca, disse estar em Bissau a convite do «irmão Presidente Sissoco Embalo», e que na sua visão, não interessa quem esteja no poder nos dois países e que as relações daqui para a frente não serão como as dos anos 70 do século passado.

Ambos os presidentes disseram ser importante fazer valer os laços históricos, a cultura, a consanguinidade dos dois povos para cimentar as novas bases de relações políticas e diplomáticas entre a Guiné-Bissau e Cabo Verde com Umaro Embalo a realçar que “a minha esposa é de origem cabo-verdiana”, e prometeu realizar uma visita oficial a Cabo Verde antes das eleições legislativas cabo-verdianas, marcadas para Abril 2021.

“Vamos cooperar, independentemente das conjunturas políticas, independentemente de quem é o Presidente, o primeiro-ministro, ou o partido que está no poder, isso não é o mais importante para que Cabo Verde e Guiné-Bissau estejam juntos”, realçou Jorge Carlos Fonseca.

Por seu lado o presidente guineense disse ter-se empenhando pessoalmente, enquanto primeiro-ministro, em elevar o nível das relações diplomáticas entre os dois países, e que as suas diligências já estão a dar resultados com a abertura da embaixada de Cabo Verde em Bissau e a passagem do consulado da Guiné-Bissau para embaixada na cidade da Praia.

Tal como tinha noticiado Mercados Africanos, em entrevista exclusiva de M’Bala Fernandes, embaixador da Guiné-Bissau em Cabo Verde, em Novembro de 2020, Sissoco Embaló formalizou, então, o convite a Jorge Carlos Fonseca para uma visita oficial ao país, para “reforço” dos “laços históricos” entre os dois Estados através de uma carta-convite entregue ao Chefe de Estado de Cabo Verde.

Na quinta-feira passada, (14/01), o Presidente cabo-verdiano nomeou o diplomata Camilo Querido Leitão da Graça embaixador de Cabo Verde em Bissau.

Até agora, o embaixador cabo-verdiano na Guiné-Bissau não era residente no país, acumulando essas funções com outras representações.

No âmbito desta visita foi oferecido um jantar oficial ontem (18/01) pelo Presidente guineense em honra de Jorge Carlos Fonseca.

Hoje (19/01) terça-feira, o Presidente de Cabo Verde avista-se com o chefe do governo guineense e desloca-se à Assembleia Nacional Popular para um encontro com o presidente do parlamento, Cipriano Cassamá.

Na Quarta-feira, último dia da visita oficial, Jorge Carlos Fonseca deve deslocar-se ao arquipélago dos Bijagós, regressando à cidade da Praia na Quinta-feira.

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