O Presidente da República de Moçambique, Filipe Nyusi, anunciou para breve a criação de uma unidade especializada de combate aos raptos que, só este ano, contabilizam-se 16 casos, registados na cidade e províncias de Maputo, Manica e Sofala.

Filipe Nyusi fez este anuncio, na Assembleia da República, durante o seu discurso sobre o Estado Geral da Nação.

“Não podemos darmo-nos por satisfeitos enquanto se registarem raptos com o intuito de extorsão, criando um clima de insegurança na classe empresarial”, disse o estadista moçambicano.

Por isso, disse Nyusi, o Governo não descarta a possibilidade de criar uma Unidade Anti-raptos. Unidade Aprovada de Investigação de Moçambique e Outros Crimes Relacionados.

O Chefe de Estado disse que as autoridades já estão a trabalhar neste processo, incluindo a possibilidade de solicitar alguma assistência externa de países que conseguiram eliminar o mesmo problema.

Nyusi referiu que até Novembro do corrente ano foram reportados 16 processos-crime de rapto em todo o território nacional, sendo seis na cidade de Maputo, cinco em Sofala, três em Manica e dois na província de Maputo.

Do total dos casos registados foram esclarecidos três, dos quais dois na província de Maputo e um na província de Sofala, com um saldo de quatro arguidos.

“Voltaram ao seu convívio familiar seis vítimas deste tipo de crime”, ressaltou o Chefe de Estado.

Reconheceu que a capacidade de resposta e esclarecimento das autoridades ainda deixa muito a desejar, pelo que urge fazer mais e melhor.

Disse que o governo está ciente que os raptos são crimes complexos, envolvendo uma cadeia extremamente organizada, perigosa e sofisticada, pelo que “teremos, pois, que aperfeiçoar também a nossa capacidade de intervenção”.

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