Os Chefes de Estado, ou os seus representantes, de Angola, República Centro-Africana (RCA), Congo, Rwanda, Chade e Sudão participaram, ontem (30/01), em Luanda, numa mini cimeira para debater questões de segurança relacionadas com a RCA, segundo uma nota da Presidente da República.

De acordo com a mesma, a mini cimeira é uma iniciativa do Chefe de Estado angolano, João Lourenço, na qualidade de presidente em exercício da Conferência Internacional para a Região dos Grandes Lagos (CIRGL).

Por outro lado, o Chefe de Estado congolês Denis Sassou Nguesso participa no encontro na sua qualidade de Presidente da Comunidade Económica dos países da África Central (CEEAC).

A RCA está a atravessar um mau momento político, agravado, sobretudo, depois do anúncio dos resultados das eleições presidenciais e legislativas de 27 de Dezembro do ano passado, que reconduziram Faustin Touadéra ao poder.

Dez dos candidatos que participaram na corrida presidencial rejeitaram os resultados e pediam o cancelamento e a retoma total do processo das eleições e referem-se a  “numerosas irregularidades” que, no seu entender, marcaram as eleições.

Sublinham o fato de terem sido inscritos 1.858.436 eleitores e de “apenas terem votado 695.019, correspondendo a uma taxa de participação de 37 por cento e não dos 76,31 por cento anunciados pela Autoridade Nacional Eleitoral (ANE)”.

Apesar desta situação o Tribunal Constitucional da RCA validou a reeleição, na primeira volta, do Presidente Faustin Archange Touadéra, com 53,16 por cento dos votos, rejeitando, deste modo, os recursos dos opositores que alegavam “fraude eleitoral generalizada”.

Relembramos que 2013, a RCA mergulhou no caos e na violência, após o derrube do então Presidente François Bozizé, por grupos armados unificados na Balaika, o que suscitou a oposição de outras milícias, agrupadas na anti-Balaka.

Desde então, o país tem sido palco de confrontos comunitários entre estes grupos, que obrigaram quase um quarto dos 4,7 milhões de habitantes da RCA a abandonarem as suas casas.

Os rebeldes que lideram uma ofensiva contra o Governo de Faustin Archange Touaderá realizaram, neste mês de Janeiro dois ataques simultâneos próximo da capital Bangui.

No entanto a União Africana (UA), União Européia (UE), Organização das Nações Unidas (ONU) e a Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC), que investiram milhões de dólares na organização do acto eleitoral, elogiaram, através de uma declaração conjunta, a determinação dos centro-africanos em exercer o direito de voto, apesar dos muitos obstáculos.

 

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