Previsões da Fitch Ratings para os bancos africanos em 2022.

A agência global de classificação financeira Fitch Ratings atribuiu aos bancos africanos uma perspetiva estável para 2022, apesar das condições de negócios e a pandemia continuarem a limitar a recuperação do setor financeiro do continente.

Para a Fitch, no seu relatório “as perspetivas para o setor bancário africano em 2022” https://www.fitchratings.com/research/banks/fitch-ratings-2022-outlook-african-banks-13-12-2021 o ambiente e as condições de negócios estão repletos de incertezas e os riscos associados à pandemia covid-19 limitando a recuperação”, podemos ler na nota anexa à publicação do relatório.

Neste relatório sobre as perspetivas para os bancos africanos em 2022, publicado em 13 de dezembro 2021, a Fitch antecipa “um ligeiro aumento nos empréstimos” no contexto de “preços relativamente altos do dos produtos e matérias-primas e condições de financiamento externo favoráveis”.

No entanto a Fitch observa que há uma incerteza significativa em África, que continua particularmente ameaçada pelas novas variantes do covid-19, num contexto de uma baixa percentagem de vacinação e pouca margem de manobra orçamentária governamental.

A Fitch Ratings colocou 56% dos bancos analisados numa perspetiva negativa, mas já um pouco melhor, se compararmos com os 66% de perspetiva negativa em dezembro do ano passado (2020).

“Os bancos correm o risco de cometer erros na procura do crescimento com condições operacionais difíceis caracterizadas por desafios e incertezas. A revisão da perspetiva de 2021 reflete a visão de que os ventos contrários diminuíram em alguns mercados e que há um certo nível de tolerância para pequenos riscos de descida em relação às notações actuais”, disse Mahin Dissanayake, Diretor do Departamento de Serviços Financeiros.

O ritmo de descida nas notações foi reduzido significativamente em 2021 em comparação com o ano anterior (2020), excluindo algumas exceções e a Fitch espera que essas tendências persistam em 2022.

A rápida recuperação da atividade econômica formal e informal em 2020 e 2021, os fortes preços das matérias-primas e a resiliência de alguns setores económicos e a reestruturação de empréstimos continuam a apoiar o setor corporativo.

No entanto o desemprego elevado e o consequente impacto nos empréstimos continuam a ser um risco, segundo a Fitch que acrescenta que “a rápida acumulação de títulos de dívida do governo pelos bancos apresenta um risco importante, pois impacta na sustentabilidade da dívida soberana”.

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