O Governo Angolano assumiu o compromisso de privatizar até 2022, 195 empresas públicas, algumas delas classificadas como sendo estratégicas

Entre as empresas que o Estado angolano prevê alienar, para libertar-se do peso da gestão no OGE, o destaque recai para a petrolífera Sonangol, a transportadora área nacional TAAG, os Correios de Angola, a Angola Telecom, a Empresa Nacional de Seguros de Angola (ENSA), a Empresa Nacional de Diamantes de Angola (Endiama), as participações na operadora Unitel, Banco de Comércio Indústria e Banco Económico (antigo BES Angola), a cimenteira Nova Cimangola, Bolsa de Valores e Derivativos de Angola (BODIVA), entre outras.

Até ao momento foram já privatizadas mais de catorze empresas públicas, no quadro do Programa de Privatizações (PROPRIV) em curso no país, que permitiu ao Estado angolano arrecadar 31 mil milhões de kwanzas.

De acordo com o secretário de Estado Segundo o secretário de Estado do Tesouro, Osvaldo Victorino João até dezembro o Estado angolano pretende privatizar os seus ativos em outras 51 empresas, o que permitirá arrecadar um valor de 100 mil milhões de kwanzas.

Entre os ativos a privatizar, constam a Sonangol, a Endiama e a TAAG, os bancos de Comércio e Indústria (BCI), Angolano de Investimentos (BAI), Económico (BESA) e Caixa Geral de Angola (BCGA), bem como a empresa ENSA Seguros e a Bolsa da Dívida e Valores de Angola (Bodiva).

Estão também incluídas as unidades agro-industriais Aldeia Nova e Biocom, as fábricas Textang II, Satec e África Têxtil, as cimenteiras Nova Cimangola e Secil do Lobito, as cervejeiras Cuca, Eka e Ngola e a construtora Mota Engil Angola.

Constam ainda da lista ativos nas companhias de telecomunicações, designadamente na Unitel, MS Telecom, Net One, Multitel, Angola Telecom, TV Cabo Angola, Angola Cables, Empresa Nacional de Correios e Telégrafos de Angola (ENCTA), Angola Comunicações e Sistemas (ACS) e Empresa de Listas Telefónicas de Angola (ELTA).

Outras empresas são a Sonair ligada a Sonangol, a Sociedade de Gestão de Aeroportos e a Sonangalp, uma distribuidora de combustíveis detida em 51 por cento pela petrolífera estatal angolana.

 

© Foto de Osvaldo Silva

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