Produção alimentar aumenta na zona UEMOA.

A produção de alimentos na zona da União Económica e Monetária da África Ocidental (UEMOA) – da qual faz parte a Guiné-Bissau – foi estimada em 69,675 milhões de toneladas para a temporada 2020/2021, de acordo com o relatório anual de 2020 do Banco Central dos Estados da África Ocidental (BCEAO) com sede em Dacar.

Em relação à campanha 2019/2020, essa produção de alimentos aumentou 5,1%.

De acordo com essa instituição financeira, esta evolução deve-se aos tubérculos (+ 3,9%) e aos cereais (+ 3,8%). A produção de outras culturas (leguminosas, hortícolas, frutas, etc.) aumentou 10,0%.

Refira-se que a campanha agrícola 2020/2021 beneficiou, do ponto de vista climático, de condições pluviométricas geralmente favoráveis.

De acordo com o centro regional AGRHYMET (que tem entre outros objetivos a contribuição para a segurança alimentar e o aumento da produção agrícola nos países do Comitê Intraestatal de Controle da Seca no Sahel), as quantidades de água das chuvas registadas foram superiores às médias observada durante os últimos anos.

As colheitas de alimentos obtidas durante o ano de 2020 aumentaram 14,8% em relação à produção média alcançada nos cinco anos anteriores.

“À exceção do cacau, do café e do algodão, a produção das principais culturas de exportação também está a aumentar, em relação à campanha anterior”, afirmou o BCEAO.

Após três anos de colheitas excecionais, a produção de cacau caiu 8,2% durante a campanha 2020/2021, para 2.065.690 toneladas na UEMOA.

“Esta evolução decrescente deveu-se à política das autoridades marfinenses de manter a produção em torno de 2 milhões de toneladas, para limitar a oferta no mercado internacional e evitar a queda dos preços mundiais”, explicou o BCEAO.

Paralelamente, a produção de café atingiu 103.884 toneladas, uma queda de 10,0% em relação à campanha anterior, devido ao envelhecimento dos cafezais na Costa do Marfim.

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