Os Produtores de cacau da Costa do Marfim estão a promover um boicote às marcas internacionais de chocolate Mars e Hershey porque dizem que não estão a receber o DRD, o ‘diferencial de rendimento decente’, e admitem suspender a produção.

“Boicotaremos as atividades de todos os industriais que se oponham ao DRD”, um acréscimo de 400 dólares ao preço de mercado em cada tonelada de cacau, dizem os produtores.

“É uma questão de sobrevivência, nós estamos prontos para ir até ao fim, e podemos suspender a nossa produção de cacau durante um ou dois anos e mudar para outras culturas”, ameaçou o presidente da Associação Nacional das Cooperativas Agrícolas da Costa do Marfim, Soro Penatirgué, em declarações à imprensa internacional.

O DRD foi negociado em 2019 entre as empresas multinacionais de cacau e, os principais grupos de produtores de chocolate e a Costa do Marfim e o Gana, os dois maiores produtores mundiais que, em conjunto, representam dois terços do mercado.

O objetivo era ajudar os agricultores, que recebem apenas 6% do valor total desta indústria, metade dos quais vive abaixo do limiar da pobreza.

 

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