Promover a moda africana é também industrializar o continente.

O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) tem vindo a ser o anfitrião dos webinar Fashionomics Africa.

Os webinars, que têm tido vários tópicos tiveram por objetivo promover e divulgar a moda “Made in Africa”.

Um dos temas que nos pareceu interessante foi o do papel dos média na imagem de marca da moda africana, que abordou as tendências emergentes na moda e nos média digital.

A sessão teve como objetivo o seguinte:

Analisar e debater como os empreendedores da moda africana se devem e podem destacar entre a multidão de marcas “existente” no digital.

Reunir e promover uma discussão com os principais participantes da indústria dos média digital que apoiam as marcas de moda africanas no aumento de sua visibilidade regional e internacional;

Identificar e apresentar o papel dos média digitais na melhoria da exposição das micro, pequenas e médias empresas que atuam no setor da moda;

Debater como melhorar a visibilidade da indústria têxtil e da moda da África dentro e fora do continente;

Debater o futuro da indústria da moda na era da digitalização e dos canais tradicionais interrompidos;

Fornecer recomendações concretas para empresários e negócios da moda africanos sobre como tirar proveito das ferramentas dos média digitais para impulsionar as suas marcas.

Entre os participantes Sara Sozzani Maino, editora-chefe adjunta da Vogue Itália e chefe da Vogue Talentos e Morin Oluwole, líder do pensamento da indústria de luxo em transformação digital, desenvolvimento de negócios e inovação e diretor da divisão de luxo global do Facebook.

O webinar também contou com Alan Kasujja, reGina Jane Jere e Ashley Okwuosa, jornalistas africanas e especialistas em média digital da BBC News, da revista New African Woman e do portal digital Business of Fashion, respetivamente.

Sophie Nzinga Sy, desenhadora de moda e fundadora do Dacar Design Hub, também participou.

Recorde-se que os media digitais desempenham um papel fundamental para os empreendedores da moda africanos no crescimento de seus negócios e para a indústria avançar o movimento ‘Made in Africa’, tanto dentro como fora do continente.

Se é verdade que o “Made in Africa” ainda não tem o mesmo valor do que o “Made in Italy” ou “Made in France”, também é certo que estilistas como Adebayo Oke-Lawal da Nigéria estão decididos a melhorar a “Marca Africa”. Oke-Lawal é a força criativa por trás da marca de moda masculina Orange Culture, apresentada nas mais recentes coleções da London Men.

Beyoncé ajudou a levar a marca Tongoro da estilista senegalesa Sarah Diouf à fama internacional.

Naomi Campbell e Alicia Keys são outras megas estrelas que vestem roupas de estilistas africanas.

Maki Oh é outra marca nigeriana elogiada em todo o mundo, que vestem nomes como os da Beyoncé, Rihanna e Michelle Obama.

Mas é necessário que essas marcas construam parcerias sólidas com os grandes retalhistas, fornecedores e consumidores internacionais, se quiserem desafiar o domínio de marcas de renome mundial como Dior e Prada.

A indústria do calçado embora ainda nos seus primeiros passos, já conta com as contribuições decisivas da Etiópia, Gana, Quénia e Nigéria.

A soleRebels, a empresa de calçados que mais cresce em África, está sediada na Etiópia país classificado entre os dez principais países exportadores de couro do mundo.

Embora a indústria da moda em África valha 31 mil milhões de dólares e represente apenas uma pequena parcela da indústria da moda global avaliada em 1,5 triliões pela Euromonitor, os retalhistas de alto perfil procuram cada vez mais os países da África Oriental, na fabricação de roupas.

Por outro lado, os consumidores e produtores, de moda estão em crescimento com o comércio eletrónico a permitir que pequenas lojas de moda mostrem as suas coleções a uma audiência global.

No entanto estes indicadores positivos não invalidam os desafios por resolver: o impacto da pandemia, fracas cadeias de abastecimento, a falta de parceiros internacionais e a falta infraestrutura.

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