A China aceitou uma moratória de seis meses para receber 245 milhões de dólares de dívida do Quénia, uma semana depois do Clube de Paris ter aceite um pedido similar por parte das autoridades de Nairobi.

De acordo com o secretário do Tesouro do Quénia, Ukur Yatani, as negociações com os chineses e com os credores do Clube de Paris chegaram a bom termo, o que dará “uma oportunidade e um alívio sobre o tipo de liquidez que o Quénia quer”, disse o responsável a uma rádio queniana.

O Quénia, que tem na China o maior credor a seguir ao Banco Mundial, junta-se a assim a outros países africanos, como Angola ou Moçambique, que solicitaram um adiamento dos pagamentos para garantir a liquidez necessária para combater a pandemia e recuperar as economias.

A China detém 21% da dívida externa do Quénia, ao passo que o Banco Mundial é credor de 25% do total, com os detentores de títulos de dívida a terem 19% do valor, sendo o restante dividido entre bancos comerciais (11%) e o Banco Africano de Desenvolvimento, com 7,5%.

O Quénia não vai propor aos detentores de títulos de dívida a reestruturação dos pagamentos, receando que essa iniciativa pudesse afetar a notação que as agências de rating atribuem ao crédito soberano e a possibilidade de voltar aos mercados financeiros internacionais, concluiu o governante.

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