Quénia exporta abacate e Costa do Marfim constrói silos

No Quénia, a horticultura é um dos ramos mais dinâmicos da economia. Embora o setor tenha experimentado um bom crescimento das exportações nos últimos anos, as autoridades estão atualmente a trabalhar para diversificar os fluxos de exportação.

Neste contexto assinaram um acordo com a Coreia do Sul sobre as exportações de abacate para o país asiático o que deve permitir ao setor embarcar frutas para este destino a partir de março próximo (2022).

De acordo com informações divulgadas pela Businessdailyafrica, o Serviço de Inspeção de Sanidade Vegetal do Quénia (KEPHIS na sua sigla em Inglês) está atualmente a afinar as especificações que inclui padrões sanitários e fitossanitários a serem cumpridos para os embarques da fruta com destino à Coreia do Sul.

O Quénia deve enfrentar forte concorrência de países latino americanos, como o Peru, que está neste mercado desde 2020, e da Colômbia, que iniciou as suas exportações para o país asiático em julho passado.

Recorde-se que o Quénia exportou mais de 26.000 toneladas de abacates no primeiro trimestre de 2021 com receitas de 39 milhões de dólares. O país é o principal fornecedor africano de fruta.

Enquanto isto se passa na costa oriental africana, na ocidental, a Costa do Marfim vai instalar 60 silos de armazenamento de cereais.

Em muitos países africanos, a falta de infraestrutura de armazenamento adequada é um grande obstáculo no desenvolvimento da agricultura. Este é um ponto crítico não apenas para reduzir as perdas pós-colheita, mas também para estabilizar os preços dos alimentos.

Na Costa do Marfim, o governo vai construir 10 parques com 6 silos de armazenagem de cereais em todas as áreas de produção do país nos próximos anos.

O acordo para este projeto foi assinado nesta terça-feira, 17 de agosto 2021 entre Zhong Yanmin, CEO do grupo chinês TBEA, e Justin N’Goran Koffi, diretor-geral da Autoridade Reguladora do Sistema de Recebimento de Armazém (ARRE).

Essas instalações permitirão ao país uma capacidade total de armazenamento de 300.000 toneladas de cereais e este projeto ajudará a reduzir as perdas de produtos agrícolas que afetam quase 40% da produção devido à falta e às más condições de sistemas de armazenamento.

“Este projeto vai fazer da Costa do Marfim o celeiro da África Ocidental e vai estimular uma dinâmica local para a transformação sustentável destas matérias-primas”, acrescenta o responsável marfinense.

De notar que este é o segundo acordo deste tipo assinado entre o governo da Costa do Marfim e a empresa chinesa TBEA.

Já em 2019, as duas partes chegaram a um acordo sobre a construção em três anos de 108 armazéns de castanha de caju para armazenar 500.000 toneladas da matéria-prima.

Recorde-se que a Costa do Marfim produz uma média de 1,5 milhões de toneladas de cereais por ano, mas as suas necessidades rondam os 3 milhões de toneladas/ano.

pub

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite o seu comentário!
Por favor, digite aqui o seu nome


Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.