Os veículos elétricos estão – finalmente – a tomar conta do mundo e, no Quénia, as jovens engenheiras estão no centro dessa revolução.

O conceito promovido pela empresa Opibus visa reduzir as emissões de gases da indústria automotiva.

Opibus, uma empresa internacional com sede em Nairobi, Quénia, é especializada na conversão de motores térmicos em elétricos.

O processo é realizado através da substituição da corrente cinemática do veículo por um sistema de acionamento elétrico.

No centro dessa transformação, as engenheiras mecânicas e elétricas, que se ocupam da desmontagem de veículos e da instalação de sistemas elétricos, principalmente em veículos de safári e autocarros.

Um dos seus fundadores, em 2017, o sueco Filip Lövström, passou parte da sua infância no Quénia, o que lhe permitiu estabelecer uma conexão pessoal com o país.

Mas mudar a sede da Suécia para o Quénia também faz sentido do ponto de vista económico e de negócio.

O Quénia é uma das economias de crescimento mais rápido da África Subsaariana. Isso, somado ao seu entusiasmo pela sustentabilidade e pelo meio ambiente, fez com que os fundadores se concentrassem na mobilidade elétrica.

Em África, os combustíveis fósseis continuam a ser uma fonte de energia dominante e falta infraestrutura para veículos elétricos. É por isso que a Opibus foi lançada no Quénia com sua tecnologia inovadora. Com os mercados emergentes a ficarem para trás na transformação para a mobilidade elétrica, os fundadores acreditam que o seu estabelecimento neste país promoverá a transição dos mercados emergentes para a energia sustentável.

Segundo Albin Wilson, gerente de marketing da Opibus, a empresa quer não só trabalhar por um meio ambiente melhor, reduzindo as emissões de carbono, mas também mudar a cultura para uma maior sensibilidade às questões de género, sendo poucas as mulheres no setor automotivo.

“Igualdade de género significa que iremos projetar produtos melhores para todos, levando em consideração as massas e as suas diferentes necessidades. Isso torna-nos mais eficientes nos negócios”, disse ele ao periódico local The Nation.

Uma das funcionárias da Opibus, Esther Wairimu, explica que os clientes costumam esperar que os engenheiros que cuidam de seus veículos sejam homens ou mais velhos.

“Mas a maioria de nós, incluindo os homens, está na casa dos vinte. É normal que quem investe grandes somas num negócio queira ter a certeza de quem manuseia os seus produtos”, acrescentou.

O mercado de safáris foi a primeira linha de negócios em que a Opibus entrou. Ao longo dos anos, a montadora tem ampliado a sua oferta para o setor de transporte urbano e veículos particulares.

Agora a Opibus está a trabalhar em veículos de três rodas, comumente conhecidos como tuk tuks, como parte de seu programa piloto voltado para o lucrativo setor de veículos utilitários.

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