Quénia volta a exportar mangas para o mercado europeu

No Quénia, o setor hortícola que é um dos principais contribuintes para as receitas da exportação agrícola, realiza atualmente uma operação de “charme” no mercado europeu para promover as exportações de mangas.

Segundo informações do jornal The Star, o país planeia enviar uma delegação à Alemanha e ao Reino Unido no próximo mês de outubro 2021, para divulgar a fruta aos importadores.

Embora a imagem de marca da fruta queniana tenha sido manchada nos últimos anos com a exportação de lotes infestados pela mosca-das-frutas, a indústria queniana pretende, agora, tranquilizar os importadores e investidores europeus sobre a qualidade do produto.

O Serviço de Inspeção Fitossanitária (KEPHIS na sua sigla em Inglês), informou que atualmente o setor está a gerir a infeção da mosca-das-frutas através de tratamentos pós-colheita em banhos de água quente, que eliminam os ovos e larvas das cargas antes da exportação.

De acordo com Theophilus Mutui, Diretor Geral da KEPHIS, este método térmico já permitiu ao país enviar com sucesso um carregamento inicial de 5 toneladas de mangas processadas para a Itália.

“Queremos fortalecer o uso desta técnica para recuperar a nossa participação no mercado europeu depois da proibição de exportação que nos impusemos em 2014”, disse ele.

No Quénia, a manga é a segunda fruta cultivada depois da banana, com uma área total de 50.000 hectares.

Importante de notar que, apesar da pandemia, a agricultura voltou a ter um bom desempenho em 2020.

De acordo com os últimos dados divulgados a 9 de setembro 2021, pelo National Bureau of Statistics (KNBS), (o INE queniano) este ramo da economia cresceu 4,8% em 2021, contra um aumento de 2,6% em 2019.

Essa recuperação reflete a boa resiliência do setor, que passou por diversos ventos contrários, como a invasão de gafanhotos em determinadas regiões do país e a pandemia do coronavírus.

O impulso foi sobretudo no segmento comercial agrícola, particularmente dinâmico.

As receitas de exportação passaram de 467 para 510 mil milhões de xelins quenianos (4,6 mil milhões de dólares), um novo recorde.

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