O RCEP- sigla em inglês da Parceria Económica Abrangente Regional – coloca a China na frente da guerra comercial com a administração Trump e constitui, seguramente, uma derrota no final do mandato do Presidente americano, tanto mais que foi ele que tinha decidido sair, em 2017, do Trans-Pacific Partnership, montado pela administração Obama.

O bloco comercial RCEP, assinado ontem (15/11) em Hanói, no Vietname, agrupa os dez países do ASEAN, Associação das Nações do Sudeste Asiático, a Indonésia, a Tailândia, Singapura, a Malásia, as Filipinas, o Vietname, a Birmânia, o Camboja, o Laos, o Brunei e a China.

Mas mais importante ainda e no marco da “guerra” comercial que se livram os EUA e a China, também assinaram este acordo “histórico” os parceiros comerciais tradicionais dos EUA, como a Austrália, a Coreia do Sul, o Japão e a Nova Zelândia.

Para a lista estar completa só faltou a Índia que, alias, tinha participado nas negociações mas decidiu afastar-se talvez devido aos problemas fronteiriços com a China.

O RCEP, o maior acordo económico do mundo, – 30% da economia mundial e um mercado de 2,2 mil milhões de consumidores – vai intensificar as trocas comerciais na Asia e no Pacifico  e visa a descida progressiva de tarifas, salientou o ministro das finanças da China.

A criação do RCEP ontem (15/11) leva-nos a insistir com os lideres africanos que não adiem, mais uma vez, o lançamento efetivo da Zona de Comércio Livre Continental Africana (ZCLCA).

Por todas as razões  sobejamente conhecidas e sobretudo para reforçar a competitividade das economias africanas no mercado mundial é fundamental que a ZCLCA,  seja efetiva a partir de 1 de janeiro de 2021 e que o mercado único africano de mercadorias e serviços, circulação de pessoas e de capitais e a criação de uma união aduaneira continental passe do papel à realidade.

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