Refinaria de ouro abre o mercado angolano.

Dentro de um ano, Angola vai contar com uma refinaria de ouro, propriedade de uma empresa pública de sondagem geológica, análises laboratoriais em amostras de rochas, solos águas e ambientais, a Geoangol.

 

A refinaria

O projeto localiza-se no Pólo Industrial de Viana, Luanda, e pretende, vir a produzir 25 quilos de ouro por dia.

Na capital angolana, a Geoangol deu ao início da construção de uma unidade fabril que passa a refinar ouro, no quadro da estratégia das autoridades angolanas em promover a cadeia de valor dos minerais.

Aliás, o lançamento da primeira pedra da construção da refinaria aconteceu na passada, segunda-feira, dia 27 de Junho de 2022, por Diamantino Azevedo, ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás e governador da Provincial de Luanda.

“Uma das ações prioritárias do Programa de Desenvolvimento e Modernização das Atividades Geológico-mineiras do PND-Plano Nacional de Desenvolvimento 2018-2022 é prosseguir com a prospecção e exploração de metais preciosos”. “

Com destaque para o ouro, a prata, a platina e outros, cuja transformação, com vista à agregação de valor, passa, necessariamente, pela utilização de refinarias”, espelhou o governante.

Durante a sua intervenção, Diamantino Azevedo recordou que, em 2019, Angola entrou para a lista de países produtores e exportadores de ouro. Para este efeito, distingue-se o Projeto Chipingo, na província da Huíla, que registou a primeira produção e exportação de ouro depois da independência.

O ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás confirmou que 5 dos 12 projectos de ouro com Título de Exploração já iniciaram a produção e exportação desse mineral, sendo que existem outros 40 com Títulos de Prospecção.

“O material refinado poderá ser usado internamente em vários sectores da economia, como é o caso da área de tecnologia, joalharia, mercado financeiro, dentre outros”.

Antevê o titular da pasta dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás.

A unidade fabril vai suportar três seguimentos, nomeadamente, a refinação, o laboratório e a contrastaria e terá capacidade para produzir 25 quilos por dia, podendo incrementar esta cifra através de mais turnos de trabalho.

 

Força de trabalho

30 trabalhadores vão garantir o funcionamento da refinaria de ouro que operar nas instalações da Geoangol, uma unidade da Endiama, que terá mais 83% das ações.

O pessoal recrutado nesta fase beneficiará de treinamento no exterior do país. Na fase de construção da refinaria, prevê-se empregar mais cerca de 80 pessoas.

Refira-se que a refinaria vai contar com uma força de trabalho composta por jovens angolanos licenciados dentro ou fora de Angola.

Dados da Geoangol revelam que a refinaria de ouro resulta da aposta do Executivo Angolano em promover a cadeia de valor dos minerais com ocorrências no país, desde a pesquisa e prospecção, passando pela exploração, transformação e comercialização, a fim de gerar mais empregos.

Em Angola, são conhecidos 28 projetos de ouro, dos quais 20 estão na fase de prospecção, oito já possuem títulos de exploração e dois iniciaram a produção e comercialização.

 

A Missão da Geoangol, SA

Fundada em 2013, a GEOANGOL – S.A, é uma empresa de prestação de serviços em sondagem geológica, análises laboratoriais em amostras de rochas, solos águas e ambientais.

O texto da empresa avança, também, que é a sua missão estabelecer-se como líder na prestação de serviços de Perfuração e análises laboratoriais no mercado angolano, com vista a ser uma referência no mercado, através de serviços de perfuração e análises laboratoriais de qualidade, com base nos padrões internacionais.

 

Presença governamental

Estiveram presentes no ato de lançamento da primeira refinaria de ouro de Angola, Isaac dos Anjos, secretário da Presidência de Angola para a Esfera Produtiva, o administrador Municipal de Viana, Manuel Pimentel e o director Nacional dos Recursos Minerais, André Buta Neto.

Marcaram, ainda, presença os presidentes dos Conselhos de Administrações da Endiama, Ganga Júnior, da Agência Nacional dos Recursos Minerais, respectivamente, Jacinto Rocha, assim como diversos administradores das instituições do Estado.

 

O que achas deste projecto? Esta refinaria de ouro é uma mais-valia para Angola? Queremos saber a tua opinião, não hesites em comentar e se gostaste do artigo partilha e dá um “like/gosto”.

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Imagem: © 2022 Francisco Lopes-Santos

Autor

  • licenciando em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Jean Piaget de Angola (UNIPIAGET). Já trabalhou para vários órgãos locais. Atualmente é um dos correspondentes da Rádio France Internacional (RFI), em Angola e agora, também nosso Jornalista correspondente em Angola.

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