O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, admitiu na segunda-feira (15/02) existirem sinais “interessantes” de que as vacinas estão a funcionar, mas disse que iria agir “com cautela” no alívio das restrições atuais para conter a pandemia covid-19 no país.

O Reino Unido espera com ansiedade as declarações do primeiro-ministro a serem feitas na segunda-feira (22/02)

Na Europa, a Islândia, a Dinamarca e a Suécia já anunciaram a criação de certificados de vacinação digitais para viagens ao estrangeiro.

Por seu lado, Israel anunciou ter chegado a acordos de princípio com a Grécia e o Chipre para permitir a circulação de cidadãos vacinados contra o novo coronavírus entre os respetivos países.

No Reino unido, o Governo está disposto a fornecer “certificados” de vacinação para viagens internacionais se forem exigidos por outros países, mas descartou o seu uso interno, afirmou ontem (16/02) o secretário de Estado responsável pelo programa de imunização contra a Covid-19, Nadhim Zahawi.

Zahawi sublinhou que os chamados “passaportes de vacinação” não serão usados no Reino Unido a nível interno para permitir aliviar as restrições em vigor.

“Alguns países começaram a exigir um certificado de vacinação, como fazemos agora com os testes de Covid-19 antes de viajar”, explicou ele, em declarações à estação britânica ITV.

Segundo Zahawi, alguns países só admitem a entrada de pessoas se tiverem algum tipo de atestado que comprove que foram vacinadas contra o coronavírus. “Vamos tentar facilitar isso ao indivíduo” que o peça, disse.

“Não estamos a avaliar os passaportes de vacinação para a nossa economia nacional. Acho muito melhor vacinar toda a população adulta, oferecer a vacina, o quanto antes, até Setembro”, acrescentou.

O plano de imunização britânico, iniciado a 8 de Dezembro de 2020, completou a primeira etapa de administrar uma primeira dose a 15 milhões de pessoas dos quatro primeiros grupos prioritários e entrou na segunda-feira numa nova etapa, iniciando a vacinação de maiores de 65 anos.

As autoridades de saúde estão confiantes de que todos com mais de 50 anos receberão a primeira dose até o final de Abril e a totalidade dos adultos até Setembro.

O jornal The Times noticiou ontem (16/02) que os efeitos do programa de vacinação já começaram a ser sentido em termos de redução das hospitalizações, mortes e transmissão do coronavírus, acrescentado que se referem a dados preliminares baseados principalmente na vacina da farmacêutica Pfizer.

A outra vacina usada no Reino Unido é a da Oxford/AstraZeneca.

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