Ruanda: 25M de dólares para cozinha ecológica.

As autoridades ruandesas acabam de assinar um acordo com a Koko Networks  para estabelecer uma rede nacional de distribuição de bioetanol para cozinhar, com um investimento de 25 milhões de dólares para implementar esse projeto de cozinha limpa.

Espera-se que o uso de sistemas de cozinha limpos se acelere no Ruanda nos próximos meses.

O Conselho de Desenvolvimento de Ruanda (RDB na sua sigla em Inglês) assinou um acordo com a Koko Networks, empresa sediada em Nairobi, capital do Quénia, que vai estabelecer uma rede de máquinas de venda automática de combustível de cozinha com bioetanol.

A rede fornecerá às famílias ruandesas acesso fácil a combustível limpo para cozinhar, o bioetanol que é um biocombustível feito de material vegetal como trigo, milho ou beterraba.

Segundo os especialistas, o uso do bioetanol tem algumas vantagens ambientais, porque a beterraba e os cereais absorvem CO2 da atmosfera em grandes quantidades durante o seu crescimento por meio da fotossíntese e são então processados ​​para produzir bioetanol.

O CO2 liberado durante a combustão corresponde ao CO2 absorvido durante o crescimento da biomassa.

Segundo a empresa Koko, os investimentos vão principalmente reduzir o desmatamento, pois muitos ruandeses, tal como muitos no continente africano, ainda usam carvão para cozinhar.

“Proteger o nosso ambiente natural é uma prioridade estratégica para Ruanda, tanto em nível nacional quanto no contexto de nossos compromissos climáticos internacionais”.

“Da mesma forma, cozinhar de forma limpa é uma parte essencial dos esforços de Ruanda para alcançar as metas de saúde, género e desenvolvimento económico da ONU”

Disse Clare Akamanzi, Diretora Executiva do RDB.

O governo ruandês visa o acesso universal à cozinha limpa até 2030, para resolver os problemas de desmatamento, emissões de CO2 e poluição do ar interior causados ​​pelo uso de carvão e madeira para cozinhar.

Como parte de sua nova missão, a Koko fez parceria com Dalberg para desenvolver uma rede nacional para fornecer bioetanol aos ruandeses.

Para facilitar os investimentos da Koko Ruanda, o RDB está empenhado em proporcionar um ambiente favorável e o Imposto sobre Valor Agregado (IVA) será isento, assim como os direitos de importação de equipamentos e bioetanol.

“O benefício total dessas reduções de custos será devolvido às famílias através de preços mais baixos ao consumidor”.

A Koko Ruanda fornecerá tecnologia, capital e experiência para construir e operar uma rede nacional, alavancando 25 milhões de dólares em financiamento climático privado para criar 500 empregos diretos e novos fluxos de receita para milhares de pequenos parceiros de negócios”.

Promete a empresa liderada por Greg Murray.

 

O que achas desta cozinha ecológica no Ruanda? E desta forma de cozinhar tão real em África e da qual tão pouco se fala? Queremos saber a tua opinião, não hesites em comentar e se gostaste do artigo partilha e dá um “like/gosto”.

Imagem: © 2021 Koko Networks
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