A companhia aérea ruandesa vai começar a voar para São Tomé e Príncipe e transportar produtos deste país para outras capitais africanas no âmbito da criação da zona de comércio livre africana.

Os aviões da companhia ruandesa, Ruanda Air vão começar a voar para São Tomé e Príncipe “muito brevemente”. Quem o diz é o embaixador deste país, Wellars Gasamagera, o primeiro acreditado em São Tomé e Príncipe que, entretanto, não precisou quando é que as aeronaves começam a aterrar no aeroporto do arquipélago.

“A nossa companhia de aviação, a Ruanda Air engajou-se num projeto de abertura ao mundo exterior e por conseguinte, não te estranhes quando vires o Ruanda Air a aterrar no vosso aeroporto muito brevemente”, disse Wellars Gasamagera, respondendo a uma pergunta do correspondente do Mercados Africanos.

Os dois países têm acordos de transportes aéreos assinados há mais de dois anos que foram revisitados na última semana com a presença, na capital são-tomense de Wellars Gasamagera para entregar as cartas credenciais ao presidente Evaristo Carvalho.

Um dos vários objetivos desta ligação aérea entre os dois países é facilitar o transporte de produtos são-tomenses para outros mercados africanos.

“Eu gostaria de dizer, por exemplo que estamos agora na zona africana de comércio livre e todos os projetos suscetíveis de facilitar esta troca poderá ser prioritário. Esta é uma oportunidade que pode ser aproveitada”, explicou.

Wellars Gasamagera foi acreditado na segunda-feira,  de fevereiro como embaixador extraordinário do seu país em São Tomé e Príncipe e nos dias subsequentes a essa creditação, encontrou-se com alguns membros do governo e foi recebido pelo primeiro ministro, Jorge Bom Jesus.

“Ruanda e São Tomé e Príncipe têm uma excelente relação e com o primeiro ministro fiz uma radiografia destas relações, sobretudo dos acordos bilaterais que havíamos assinado nas áreas da educação, turismo, infraestruturas e transportes aéreos”, disse o diplomata.

Encontrou-se também com alguns ministros do governo de Jorge Bom Jesus e “analisamos os detalhes técnicos” desses acordos, particularmente o de transportes aéreos.

O diplomata ruandês disse que a pandemia da Covid-19 impediu que a implementação desses acordos começasse no ano passado, mas que os dois países tudo farão para que este ano se possa dar início aos projetos.

“Hoje em dia não podemos falar de prazos para a execução dos acordos assinados por causa da Covid-19, mas vamos tratar de arrancar com estes acordos o mais depressa possível. Alias já poderíamos ter começado, mas perdemos muito tempo durante o ano passado, que foi um ano praticamente morto. Mas a pandemia continua e vamos ter de aprender a viver com ela e por conseguinte, vamos meter mãos à obra e arrancar com os projetos, logo que possível”, sublinhou.

O embaixador ruandês considera que os quatro acordos assinados com o governo são-tomense contemplam “projetos importantes”.

“Se assinamos os acordos é porque são nos domínios que identificamos como sendo de benefício para os dois povos”, explicou, referindo-se sobre “os diferentes setores que são cobertos pelos acordos que assinamos”.

Sublinhou que durante o encontro com o presidente da república, Evaristo Carvalho, este manifestou o interesse do seu país ver o Ruanda a explorar outras áreas de cooperação.

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  • Jornalista correspondente em São Tomé e Princípe



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