Rumba Congolesa é Património da Humanidade.

Conheces a Rumba Congolesa? Não? Então vais ficar a conhecer.

A agência das Nações Unidas para a Cultura, Educação e Ciência, (UNESCO) acaba de incluir quatro manifestações culturais do Senegal, dos dois Congos, das Seicheles e do Marrocos na lista de património imaterial da humanidade, cujas nomeações foram decididas no comité intergovernamental da UNESCO, dedicado à proteção do património e que se realizaram online entre 13 e 18 de Dezembro de 2021.

Hoje apresentamos a Rumba Congolesa.

Esta é uma nova etapa na já rica história desta música congolesa, que atravessou séculos e fronteiras ao se modernizar.

A decisão da UNESCO é uma consagração que os congoleses das duas margens do rio esperam há anos.

As duas capitais deixaram de lado todas as disputas entre elas para defender esta candidatura comum para muitos meses.

Refira-se que a rumba congolesa tem um impacto que vai além do quadro musical: está no cerne da vida congolesa, seja na República Democrática do Congo ou na República do Congo.

Na hora dos cantos religiosos, nas várias noites, até durante o feriado que celebra as independências nacionais.

Em todas as ocasiões, ressoa nas duas capitais, Kinshasa e Brazzaville. Quem conhece estas duas vibrantes cidades africanas, certamente que ouviu e apreciou os cantores da Rumba congolesa, em bairros como Matonge em Kinshasa.

A Rumba Congolesa

A Rumba é uma verdadeira identidade nacional em ambas as margens do rio Congo.

“É considerada uma parte essencial e representativa da identidade do povo congolês e das suas populações na diáspora. Permite também a transmissão dos valores sociais e culturais da região, mas também a promoção de uma coesão social, entre gerações e solidária”, pode ler-se no site da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) .

Esta decisão da UNESCO foi celebrada nas ruas de Kinshasa e Brazzaville, mas também de Bruxelas, Londres, Paris e tantas outras cidades do Mundo onde a diáspora de ambos os Congos está presente.

Também é impossível desconectar a rumba das danças que a acompanham e que se renovam regularmente, nem de seu componente de vestimenta.

A pedido do Congo Democrático e da República do Congo, a Rumba Congolesa acabou de integrar a lista da UNESCO como Património Imaterial da Humanidade.

A aprovação do pedido despertou uma onda de comoção e entusiasmo na classe artística, mas não só, nas duas repúblicas congolesas.

As nomeações foram decididas no comité intergovernamental da UNESCO, dedicado à proteção do património e que está a realizar-se online de 13 a 18 de dezembro.

Félix Tshisekedi, Presidente da República Democrática do Congo, recebeu a notícia com felicidade e a população de ambos os estados festejaram o alcance de um estilo musical e de dança que contribuíram fortemente para história cultural e artística do continente africano.

Segundo Catherine Furaha, ministra da Cultura da RDC, “a rumba é de certeza um estilo que faz parte da identidade congolesa”.

Origem

A Rumba Congolesa é um estilo da Nação Congo [Reino do Congo] e é derivado do som cubano ou simplesmente, Rumba, que nasceu na bacia do Congo nos anos ’40. O estilo é chamado também como Rumba Lingala pelo facto de o idioma ser o predominante.

O imortal Franco Luambo, vocalista da famosa orquestra congolesa (Zaire) T.P O.K, Jazz, guitarrista e compositor congolês que faleceu em 1989 com 51 anos, é considerado como um dos principais propulsores do estilo, influenciando uma geração de músicos como Awilo Longomba, Fally Ipupa, Koffi Olomide.

Um dos grandes nomes do estilo foi também o inesquecível Papa Wemba, falecido em 2016.

Sam Mangwana, entre outros, usaram esta vertente congolesa para criar as suas respetivas identidades sonoras.

As origens da Rumba foram identificadas no antigo Reino do Congo, território que hoje em dia ocupa parte de Angola, Gabão, Congo e Congo Democrático. Na altura, as populações dançavam nkumba [que significa umbigo em lingala], representando o movimento onde um casal dançava “umbigo contra umbigo”.

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