SADC: Força militar continua em Moçambique.

Os líderes da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) decidiram, estender o mandato da Missão da SADC em Moçambique.

A Missão Militar da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral em Moçambique (SAMIM, na sigla inglesa) vai permanecer no país por mais três meses, numa operação orçada em 29,5 milhões de dólares, anunciou fonte oficial.

O anúncio foi feito na quarta-feira, 12 de janeiro 2022, através de um comunicado de imprensa emitido pela organização regional, após uma cimeira extraordinária.

“Foi decidido o prolongamento da missão por mais três meses, mas isso é indicativo […] O terrorismo não termina em um mês ou um ano. Naturalmente as atividades contra o terrorismo terão de seguir”, disse o chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi.

O Presidente moçambicano falava à comunicação social em Lilongwe, no Maláui, no final da cimeira extraordinária da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).

No entanto a nota informativa especifica que a permanência militar será acompanhada de “implicações orçamentais associadas”, e que a SADC continuará a acompanhar a situação no país.

A SADC decidiu em Junho passado (2021) enviar tropas a Moçambique para combater uma insurgência letal liderada na região norte do país pelo grupo Ahlu Sunna Wal Jamaa, apelidado pela população de “Al Shabab”.

Esta é a segunda vez que o mandato da missão, que começou em meados de julho de 2021, é prorrogado. Já o tinha sido em outubro (2021).

Além disso, Maláui, África do Sul e Zimbabué apoiam Moçambique através de “compromissos alimentares”, e a organização regional opera com fundos próprios.

Note-se que embora não faça parte da SADC, o Ruanda também enviou tropas para o país. Somados aos da SADC, permitiram ao exército moçambicano, recuperar certas áreas ocupadas pelos insurgentes.

Esta decisão foi tomada no momento em que surgem sinais de alastramento da insurgência para a província do Niassa, vizinha de Cabo Delgado (norte de Moçambique), com ataques esporádicos que já provocaram a fuga de cerca de 3.000 pessoas nestes locais.

Sobre a extensão dos ataques o presidente moçambicano acrescentou: “Os nossos amigos colocaram-se à disposição para apoiar o combate ao terrorismo em Moçambique e, para eles, não é só em Cabo Delgado. Se o terrorismo puxa para a direita ou para a esquerda, nós vamos ao encontro do terrorista”, declarou o chefe de Estado moçambicano, frisando que os rebeldes que “se movimentam para zonas que acham que lhes são favoráveis terão a resposta que merecem”.

No encontro, os líderes regionais também encorajaram Moçambique a prosseguir com o plano de realizar uma conferência internacional para apoiar a reconstrução das zonas afetadas pelo terrorismo em Cabo Delgado.

A província de Cabo Delgado é rica em gás natural, mas está a sofrer ataques desde 2017 por parte dos rebeldes armados.

O conflito já provocou mais de três (3) mil mortes e cerca de 900 mil deslocados.

 

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