O trabalhos da 7ª Conferência de Chefes de Estado do G5 Sahel ((Mauritânia, Mali, Burkina Faso, Níger e Chade) terminou segunda-feira (15/02) à noite em N’Djamena, Chade, com a passagem do bastão entre o presidente cessante Mohamed Ould Cheikh El Ghazouani, da Mauritânia e o marechal Idriss Deby Itno, presidente do Chade, que tem sido um dos principais atores na luta contra o terrorismo no Sahel.

O presidente cessante, El Ghazouani, desejou muito sucesso ao seu sucessor, sem deixar de  agradecer aos seus homólogos a confiança e o apoio que recebeu ao longo do seu mandato.

“Os meus melhores votos ao meu irmão e amigo, o Marechal Idriss Deby Itno, que assumiu a direção da Conferência dos Chefes de Estado do G5 Sahel, a 15 de fevereiro de 2021”, escreveu na sua página do Facebook , o Presidente do Burquina Faso, Roch Marc Christian Kaboré, que participou da cimeira.

Durante a sua presidência, o Marechal Idriss Déby Itno disse que pretende “desenvolver projetos de impacto rápido de acordo com uma abordagem territorial integrada em áreas frágeis prioritárias para dar esperança às populações” e acrescentou que “estes programas de desenvolvimento serão realizados em estreita coordenação com as forças de segurança e defesa, polícia e justiça para uma restauração total da soberania nestas áreas”.

O presidente do Chade sublinhou que vai agregar a essas ações “humanitárias”, que “irão promover um fortalecimento sustentável e inclusivo dos serviços básicos numa lógica de descentralização”, “uma atualização da Estratégia de Defesa e Segurança e lançar o trabalho de um novo Programa de Investimento Prioritário 2022-2024, que integrará o Programa de Desenvolvimento de Emergência e o Quadro de Ações Prioritárias Integradas”, disse ele.

Além disso, ele também anunciou o envio de 1.200 soldados para a chamada área das “três fronteiras” entre Mali, Níger e Burquina Faso.

A União Africana tem vindo a apelar ao diálogo para silenciar as armas no Sahel, após nove anos de crise sem um fim à vista e que ameaça espalhar-se  pela África Ocidental.

O Sahel tem sido palco, por um lado, de violência intercomunitária, e por outro, coloca essas mesmas comunidades em confronto com as forças de defesa e segurança dos diferentes países.

Desde o início da crise no Mali, em 2012, que a crescente presença militar – França; ONU e a força anti jihadista do G5 Sahel (Mauritânia, Mali, Burkina Faso, Níger e Chade) não conseguiram produzir avanços marcantes e as forcas militares francesas “Barkane” e da ONU que tinham vindo em apoio, inicialmente por um curto período, ainda hoje se encontram no terreno.

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