O Banco Central de São Tomé e Príncipe (BCSTP) designou na esta sexta-feira (6/11) três administradores seus para sanear um dos quatro bancos comerciais que ainda operam no mercado financeiro do país, o Energy Bank.

Os administradores assumiram o controlo do Energy Bank, com objetivo de “avaliar a sua real situação patrimonial e saneá-la, salvaguardando o interesse dos depositantes e a estabilidade do sistema financeiro nacional”.

Fonte do BCSTP disse a Mercados Africanos estar “em eminencia a declaração de falência de mais um banco comercial em São Tomé”.

O Banco Central, em comunicado ao que Mercados Africanos teve acesso diz que se vem registando “prejuízos consecutivos” no Energy Bank desde 2013, “que se traduziram na corrosão dos fundos próprios, quer contabilísticos, quer qualificados, que atualmente se encontram abaixo dos mínimos regulamentarmente exigidos”.

De acordo com o BCSTP, o rácio de liquidez deste banco comercial situa-se “abaixo do mínimo exigido no âmbito da Norma sobre a Liquidez Bancária”, desde março do ano passado, o que impossibilita a instituição de honrar os seus compromissos para com os depositantes e os credores, num cenário de corrida bancária.

“O Energy Bank tem recorrentemente violado as Reservas Mínimas de Caixa, particularmente em moeda nacional, tendo acumulado um total de 53 incumprimentos, sendo 49 em moeda nacional e quatro em moeda estrangeira, desde 2011 até à presente data”, reclama o banco central são-tomense referindo a “existência de lacunas ao nível do controlo interno”.

Nos últimos dez anos e com o anúncio da descoberta de petróleo no arquipélago, cerca de uma dezena de bancos privados instalaram-se no país, a maioria deles dos países da sub-região, designadamente os Banco Commercial, Afriland First Bank, Energy Bank, Banco Privado e Ecobank todos de capital maioritário camaronês, BGFI Bank, de capital maioritário gabonês, Island Bank, de capital nigeriano, Banco Equador, de capital maioritário angolano e o Banco Internacional de São Tomé e Príncipe, de capital misto, Estado são-tomense (49%) e português (51%).

No entanto, quatro já encerraram as portas, sendo o Island Bank, do ex-empresário nigeriano Mark Wabara, seguindo-se o Commercial Bank, o Banco Equador e o Banco Privado.

O Energy Bank pode ser o quinto banco comercial a encerrar as suas portas, depois do Banco Privado que fechou no meio de uma polémica com o governo e que aguarda resolução dos tribunais.

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