O governador do Banco Central de São Tomé e Príncipe considerou ontem (30/12) que a economia do país teve “desempenho satisfatório” em 2020, apesar dos efeitos da pandemia de Covid-19.

Em balanço da situação economia de 2020 feito ontem (30/12), o governador do Banco Central, Américo Barros explicou que “perante um contexto tão adverso para as pequenas economias, pelo resultado alcançado, podemos considerar satisfatório o desempenho da economia são-tomense no ano de 2020”.

O Banco Central de São Tomé e Príncipe  diz que o aumento do investimento público ajudou a manter o emprego e as reservas internacionais liquidas conheceram evolução satisfatória, atingindo três meses e meio de importação”.

Na perspetiva do governador do Banco Central, esse valor “representa um excelente indicador para a manutenção da paridade cambial da Dobra (moeda nacional ao euro), enquanto principal âncora nominal da política monetária” do país.

Adiantou ainda que o aumento do investimento público que se situou em 48% foi outro “fator determinante” na contenção do clima recessivo que ameaçou a economia nacional, permitindo manter o emprego no nível atual.

Américo Barros lamenta, entretanto, que a subida do custo de vida poderá provocar uma inflação de dois dígitos no final do ano, mas que pode “ganhar moderação” a medio prazo, assim que “as medidas de recuperação económica forem sendo implementadas”.

“Relativamente à troca de bens com o exterior, regista-se uma contração de 11 por cento do défice da balança comercial, por conta de uma acentuada redução do valor da importação de bens de consumo em 9,5%”, explicou.

O governador do BCSTP sublinhou que este valor está conjugado com a redução do valor importado de produtos petrolíferos que se situou em 23,3%, “numa altura em que se regista um incremento das exportações em torno de 24 por cento”.

“Contrariamente ao esperado, não se verificou escassez de bens essenciais importados que originassem um choque significativo da oferta desses bens, cujo impacto nos preços seria devastador”, explicou o governador do BCSTP.

Américo Barros referiu que, apesar do “nível elevado de crédito malparado” nos bancos comerciais (34 por cento), “os indicadores de solidez financeira mantiveram-se nos níveis legalmente exigidos”.

“Apesar do quadro altamente recessivo que paralisou por completo o setor turístico, restauração e o setor de entretenimento, a solidariedade dos parceiros internacionais e um oportuno programa de mitigação de crise social e outro de recuperação económica implementados pelas autoridades permitiram mitigar os efeitos nefastos da pandemia para a economia nacional o que levou o Fundo Monetário Internacional (FMI) a rever em alta as suas previsões sobre o desempenho da economia são-tomense em 2020”, concluiu o governador do Banco Central.

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