A China quer incentivar um novo modelo de cooperação comercial com o arquipélago e avançou ao executivo são-tomense como introduzir no mercado chines os produtos são-tomenses.

A Embaixadora da China. Xu Yingzhen, recentemente acreditada no arquipélago, encontrou-se quarta-feira 23 de dezembro, com o Secretário de Estado do Comércio e Indústria de São Tomé e Príncipe para discutir com as autoridades cooperação comercial entre os dois estados.

“Trocamos opiniões sobre a área do comercio porque os dois governos coincidem na opinião de que o comercio é uma área de cooperação muito importante”, frisou a diplomata de Pequim.

“Chegamos a acordo de que São Tomé e Príncipe vai aproveitar bem a Feira Internacional de Importação de Xangai e o Fórum Macau para fazer com que os seus produtos possam ter acesso ao mercado chines”, explicou ao Mercados Africanos, Xu Yingzhen, a embaixadora recentemente acreditada no arquipélago.

São Tomé e Príncipe que durante cerca de 20 anos manteve relações diplomáticas cortadas com Pequim devido ao seu reconhecimento a ilha formosa de Taiwan, foi um dos últimos estados da comunidade de países de Língua Portuguesa a entrar para o Fórum Macau.

No encontro com o secretario de estado do comércio e indústria, as duas partes analisaram também o estado da cooperação a nível da educação. São Tomé tem dezenas de estudantes em formação na China, mas a pandemia de Covid-19 e algum ato de racismo praticado na China obrigaram ao regresso de alguns.

“Consideramos a educação uma área muito importante no futuro da cooperação entre os dois países e pensamos no próximo ano quando for controlada a situação da pandemia podemos retomar essa cooperação” referiu em entrevista ao Mercados Africanos.

A China também está disposta a considerar positivamente um pedido de ajuda alimentar” do governo de São Tomé e Príncipe, disse Xu Yingzhen.

“Acho que no futuro se São Tomé e Príncipe formular esse tipo de pedido de ajuda a parte chinesa vai considerar positivamente”.

Os dois países têm relações de cooperação a vários níveis, com enfoque para a agricultura, saúde, educação, e infraestrutura, mas não inclui ajuda alimentar, tal como o país africano tem com o Japão que anualmente fornece ajuda alimentar em arroz no valor de mais de três milhões de euros.

O arroz é uma das principais bases de alimentação da população são-tomense e três mil toneladas fornecidas anualmente pelo governo nipónico não demora mais de três meses no mercado.

Este produto alimentar joga um papel tão importante no país que chega mesmo a determinar os resultados eleitorais. Em 2014, Patrice Trovoada venceu as legislativas com promessas feitas de diminuição do preço do arroz fornecido pelo Japão. Prometeu vender o produto a 13,00 dobras o quilograma (pouco mais de 0,5 euros), contra o preço de base no mercado são-tomense que oscila entre um e dois euros por cada quilograma.

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