A eleição para presidente da república, cuja realização está prevista para julho, marca a atividade mais importante de 2021 em São Tomé e Príncipe, que fechou o ano anterior com um balanço de 17 óbitos e pelo menos 1015 infetados pela pandemia do novo coronavírus.

Vários pré-candidatos já desfilam, sendo que apenas do principal partido do governo, o Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe – MLSTP-PSD poderão oficializar-se pelo menos quatro candidatos.

Há cerca de dois meses, o MLSTP-PSD tinha programado a realização de um ciclo distritais de primárias para definir o apoio a uma única candidatura, mas acabou por abortar a iniciativa por considerar que isso poderia dividir o partido, nas vésperas de um ato politicamente bastante importante para o partido.

Mas a candidatura de vários membros do partido ás eleições presidenciais já ficou uma retorica dentro do chamado partido histórico.

Em 2016 também candidataram Aurélio Martins, na altura presidente do partido, Pinto da Costa, presidente honorário, Maria da Neves, líder feminina do partido e Elsa Pinto, a na altura vice-presidente da organização.

A opção encontrada foi a realização de um conselho nacional que deverá reunir-se brevemente para deliberar sobre a escolha de um único candidato do partido às presidenciais.

O Partido da Convergência Democrática (PCD), a segunda maior força política do governo vai apoiar um candidato seu as presidenciais de 2021 que, a confirmar-se, será, seguramente, o atual presidente da Assembleia Nacional (parlamento), Delfim Neves. Várias fontes contactadas pelo Mercados Africanos já deram indicações nesse sentido.

Ainda não é conhecido quem a Ação Democrática Independente vai apoiar nas próximas presidenciais.

Desde as legislativas realizadas em 2018 que este partido, o maior em São Tomé, com 25 assentos parlamentar tem enfrentado sérias divergências internas que provocaram dois congressos em menos de dois anos.

O seu atual presidente, Patrice Trovoada, não reconhecido pelo Tribunal Constitucional abandonou o país há dois anos e não parece provável que vá concorrer as presidenciais de 2021, conforme era sua ambição.

O governo do primeiro ministro Jorge Bom Jesus que enfrentou uma pandemia de Covid-19 durante todo o ano de 2020 tem “novas esperanças” para 2021, acreditando que grandes obras estruturantes vão arrancar.

Contam-se entre elas as obras de ampliação em mais 300 metros da pista do único aeroporto do país e a requalificação do terminal de passageiros. São obras financiadas pela cooperação chinesa e os trabalhos preliminares iniciarão já entre janeiro e fevereiro próximos. Umas equipas de especialistas chineses chegam ao arquipélago nos próximos dias.

Outra obras importantes é a construção de mais de 45 quilómetros da Estrada Nacional nº 1 que liga a cidade de São Tomé a vila de Santa Catarina, no Norte. A obra está avaliada em mais de 20 milhões de euros, financiadas pela União Europeia.

Uma terceira é a requalificação e valorização de cerca de 15 quilómetros da marginal da capital (entre o aeroporto e Praia Melão). Estão avaliadas em cerca 22 milhões de dólares e tem financiamento garantido da Holanda, do Banco Europeu de Investimento e do Banco Mundial.

Este projeto foi lançado em março de 2019, justamente o mês em que foi anunciado os primeiros casos do novo corona vírus no país o que obrigou a suspensão das obras.

Está em curso a construção de 200 apartamento em todo o país pela China Popular. O projeto iniciou em 2019, conheceu um interregno devido ao surgimento da pandemia, mas as obras foram retomadas, devendo os primeiros 12 apartamentos que estão a ser erguidos no Distrito de Lobata, 12 quilómetros a norte da cidade de São Tomé estarem concluídos no primeiro semestre do próximo ano.

O governo tem igualmente expetativa na construção de um porto polivalente na zona histórica de Fernão Dias, em substituição do porto de águas profundas. É outra obra estruturante com que o executivo de Jorge Bom Jesus sonha arrancar durante nos dois anos que restam do seu mandato.

A má noticia é que em 2021 poderá iniciar a implementação do Imposto de Valor Acrescentado, IVA.

Jorge Bom Jesus quer fechar o próximo ano com várias obras realizadas porque sabe da sua importância para legislativas, autárquicas e regional da ilha do Príncipe de 2021.

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