Os hospitais de São Tomé têm falta de medicamentos essenciais e o sindicato dos médicos quer que o governo encontre uma solução ainda este mês.

Adiantam que o final do ano é recorrente acontecer muitos incidentes e acidentes de viação que provocam a lotação, sobretudo dos serviços de urgência do principal hospital do país, Aires de Menezes, situado dois quilómetros do centro da capital.

“Os medicamentos essenciais, esses medicamentos de urgência, esses medicamentos para salvar vidas nós temos falta e isso nos incomoda”, disse Benvinda Vera Cruz médica e presidente do sindicato dos médicos no final de uma reunião de urgência  quinta-feira com o governo para pedir uma solução.

 “Nós temos as celebrações do fim do ano, temos uma população bastante exigente e nós sentimos muito vulnerável durante os atendimentos no hospital Aires de Menezes”, explicou Benvinda Vera Cruz, lamentando que por não poderem “fazer milagres” os pacientes e seus familiares “acham que nós não estamos a prestar o nosso serviço como deve ser e pensam, por isso, que somos incompetentes”.

No encontro que decorreu durante quatro horas no palácio do governo participaram os ministros da saúde, Edgar Neves e do planeamento, finanças e economia azul, Osvaldo Vaz, líderes das duas centrais sindicais do país e representantes da direção de Aires de Menezes.

A segurança dos profissionais da saúde tanto no hospital central como nas áreas de saúde, a progressão na carreira dos médicos e o abastecimento dos hospitais em medicamentos dominaram o encontro que durou quatro horas.

A líder sindicato dos médicos colocou, coloca de parte, por enquanto, uma eventual paralisação dos serviços devido a insatisfação dessas exigências, mas manda recados ao governo que uma greve nos serviços hospitalares pode ser um recurso.

“Neste momento estamos a dialogar, não vamos entrar numa greve quando há alguém que nos quer ouvir. Viemos colocar os problemas, é uma situação que todos conhecem, mas alertamos o governo que as coisas não melhoraram, elas continuam e queremos solução e há algumas coisa cuja solução tem que ser agora, dentro de dois três dias”, explicou.

Nos últimos tempos tem acontecido vários casos de agressão e insultos a médicos e enfermeiros no hospital, tendo o caso mais recente acontecido  há cerca de dois meses em que um enfermeiro agredido por familiares nos serviços de urgência acabou por falecer.

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