A resiliência africana e incluímos o sector publico, diante da crise sanitária com a “prata da casa”, conseguiu encontrar com inteligência e pragmatismo as soluções efetivas para limitar o que se esperava ser a grande catástrofe, e que pelo menos até agora ainda não aconteceu.

Mais ainda, a resiliência demonstrou solidariedade, gestão comunitária, dignidade e responsabilidade.

Isto não invalida todas as críticas que temos vindo a fazer e que são sobejamente conhecidas sobre as lacunas e falta de investimentos no sector saúde no continente em geral.

Mas poderá a liderança africana aproveitar a oportunidade para mudar o “paradigma” do setor informal?

O impacto económico e social, terrível, que já se faz sentir não será uma oportunidade para o continente acabar com os modelos impostos, inadequados, irreais e ineficazes que nunca o beneficiam? E finalmente investir e promover sectores resilientes e que impactam a vida de milhões de africanos no seu dia-a-dia?

É preciso considerar e respeitar o setor informal que corresponde a cerca de 80% da atividade económica africana e que goza de tão pouca consideração, apesar do seu peso esmagador.

Rejeitado e considerado pelo sistema formal global como de pouco valor, e muitas vezes incompreensível para aqueles que tem o dever e a responsabilidade de promovê-lo, valorizá-lo e dar-lhe todos os meios para que se desenvolva e cresça como um sector económico estruturado e intrinsecamente nacional.

Infelizmente ao menor choque económico, ele é abandonado e os que nele trabalham deixados praticamente na miséria, quase ou completamente ignorados pelo Estado.

A pandemia atual foi mais um exemplo dessa situação.

Desta vez, porque não aproveitar o processo de recuperação económica e transformar o que é visto como uma fraqueza numa força e responder aos desafios da industrialização e da urbanização num continente com uma população maioritariamente jovem, com níveis de educação e formação profissional baixo mas que luta continuamente em busca de novas e melhores oportunidades?

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